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Colégios de Fátima sem turmas suficientes para os alunos da freguesia
A contestação aos cortes no financiamento aos colégios de Fátima é antiga. Como testemunha esta fotografia de Fevereiro de 2011

Colégios de Fátima sem turmas suficientes para os alunos da freguesia

Câmara de Ourém critica Governo por cortar financiamento a três instituições. Estabelecimentos de ensino particulares vão ter menos apoio estatal, o que lhes dá menor capacidade de resposta. Os contratos de associação com o Ministério da Educação permitem a entidades privadas garantir o ensino gratuito onde não há escola pública.

Edição de 17.08.2018 | Sociedade

Mais de uma centena de alunos da freguesia de Fátima correm o risco de não terem lugar nos três colégios particulares da cidade devido à redução do número de turmas financiadas pelo Ministério da Educação no próximo ano lectivo. Refira-se que em Fátima não há ensino público a partir do 1.º ciclo, pelo que os colégios têm sido o destino habitual para os jovens prosseguirem os estudos entre o 5.º e o 12.º ano de escolaridade.
Segundo a lista definitiva publicada pelo Ministério da Educação, o Colégio de São Miguel vai ter sete turmas financiadas (três do 2º ciclo, duas do 3º ciclo e duas do secundário), tantas como as do Centro de Estudos de Fátima (duas do 2º ciclo, duas do 3º ciclo e três do secundário). O Colégio Sagrado Coração de Maria tem quatro turmas financiadas pelo Estado - duas do 2º ciclo e duas do 3º ciclo do ensino básico. Cada turma financiada recebe por ano do Estado 80 mil euros. Números que ficaram abaixo do pretendido.
Segundo explicou a O MIRANTE o director do Centro de Estudos de Fátima, Manuel Bento, o Ministério da Educação atribuiu à freguesia de Fátima financiamento para sete turmas de 5º ano, seis turmas de 7º ano e cinco turmas de 10º ano. “Os colégios só puderam concorrer a esse número de turmas e tivemos que redistribuir esse número de turmas pelos três colégios. Por exemplo, para o 5º ano nós pedimos nove turmas para as três escolas mas só nos deram sete e por isso tivemos que fazer a redistribuição”, revelou Manuel Bento referindo a O MIRANTE que vão ser centenas de alunos da freguesia a ter que ir para outras escolas pois os três colégios não têm hipótese de os acolher.
Câmara pressiona Governo
A Câmara de Ourém contesta a decisão do Ministério da Educação em cortar no número de turmas a financiar nos três colégios particulares de Fátima no próximo ano lectivo, garantindo que assim muitos alunos da freguesia não vão ter vaga. O executivo aprovou, por unanimidade, uma declaração em que contesta a decisão do Governo, classificando-a como “preconceito ideológico”.
Antes, a Câmara de Ourém já tinha reunido com a secretária de Estado da Educação. “Apresentámos os dados disponibilizados pelos colégios que davam conta de cerca de uma centena de alunos naturais e residentes em Fátima sem vaga em qualquer um dos três colégios. A governante compreendeu a situação e garantiu que iria analisar os dados que tinha em sua posse. Além disso, solicitou-nos que lhe fossem enviados os novos dados após o fecho das matrículas, para assim ponderar a possibilidade ou não de atribuir mais turmas aos colégios de Fátima. Enviamos tudo atempadamente”, refere a autarquia em comunicado.

Colégios de Fátima sem turmas suficientes para os alunos da freguesia

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