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Greve com adesão total na Central de Cervejas sem fim à vista
foto DR Trabalhadores concentrados à porta da empresa em Vialonga reclamando por melhores salários

Greve com adesão total na Central de Cervejas sem fim à vista

Trabalhadores querem aumentos salariais e progressão na carreira. Caso não haja acordo, o sindicato admite partir para uma greve ao trabalho suplementar durante todo o ano, incluindo feriados e fins-de-semana até que seja aberta nova ronda negocial pela administração.

Edição de 15.05.2019 | Economia

Os trabalhadores da fábrica da Sociedade Central de Cervejas (SCC) em Vialonga, um dos maiores empregadores do concelho de Vila Franca de Xira, estão em greve desde segunda-feira, 6 de Maio, reivindicando aumentos salariais e progressão na carreira. A adesão tem sido de 100 por cento e a fábrica tem estado completamente parada nos períodos de greve, num total de seis horas por dia, informa Rui Matias do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).
A paralisação está agendada até sexta-feira, 10 de Maio, já depois da data de fecho desta edição, caso a administração da empresa não aceite negociar. A empresa já garantiu estar aberta ao diálogo.
A O MIRANTE o responsável daquele sindicato explica que ao longo da semana e em três períodos distintos de duas horas, das 00h00 às 02h00, das 05h00 às 07h00 e das 08h30 às 10h30 os trabalhadores da Central de Cervejas vão parar, sendo que os trabalhadores irão também estudar outras formas de luta caso não haja negociações, incluindo deixar de prestar trabalho suplementar durante todo o ano, incluindo fins-de-semana e feriados.
Os trabalhadores querem uma actualização salarial mínima de 40 euros, acrescida de um por cento no subsídio de turno. O sindicato diz esperar uma negociação “séria” e já informou que, caso não haja acordo em dois meses, poderá começar a faltar cerveja no mercado.
Nuno Pinto Magalhães, director de comunicação e relações institucionais da SCC, garantiu entretanto publicamente que a empresa está disponível para dialogar com o sindicato mas que, perante a greve, as negociações do acordo de empresa estão pendentes. O responsável nota que em causa estão 300 trabalhadores que são abrangidos pelo acordo de empresa, que representam metade da força de trabalho da empresa.
A SCC avança que nos últimos três anos o acordo salarial alcançado foi sempre acima do valor da inflação verificada, no caso, uma actualização de 30 euros em 2017 e uma subida de 20 euros o ano passado, acrescido de um prémio individual de mil euros a todos os colaboradores abrangidos pelo acordo de empresa.

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