Sociedade | 24-12-2004 12:22

Câmara da Chamusca não paga a luz há três anos

A Câmara da Chamusca deve facturas de electricidade à EDP desde 2002. A dívida ronda os 500 mil euros. A autarquia comprometeu-se a regularizar os pagamentos no próximo ano.Durante três anos a Câmara da Chamusca atrasou-se nos pagamentos de electricidade à EDP. Os atrasos referem-se ao período entre 2002 a 2004 e, segundo o presidente da autarquia, Sérgio Carrinho (CDU), deveram-se a dificuldades da tesouraria municipal. A empresa de electricidade chegou a avisar o município que a qualquer momento podia ser cortado o fornecimento de energia. A Câmara da Chamusca devia um total de cerca 500 mil euros (aproximadamente 100 mil contos) de facturas de electricidade das instalações municipais e iluminação pública. Bem como a energia usada em obras e trabalhos diversos da autarquia, segundo confirmou o autarca. Em 2003 a autarquia, perante a iminência da EDP suspender o fornecimento, comprometeu-se a pagar a dívida de forma faseada. Mas teve dificuldades em liquidar algumas prestações, nomeadamente durante este ano de 2004. Por isso a autarquia e a empresa decidiram fazer uma adenda ao protocolo que, como afirma o próprio autarca, “temos tentado cumprir com muitas dificuldades”. Ficou definido que a partir de Janeiro a autarquia vai pagar o total da dívida no espaço de um ano. Segundo Sérgio Carrinho confirmou a O MIRANTE, mensalmente a autarquia vai entregar à EDP cerca de 30 mil euros que serão abatidos na dívida. Valor ao qual acresce o montante da factura referente à energia gasta no mês imediatamente anterior. Sérgio Carrinho, que fez questão de frisar as “boas relações de trabalho existentes entre a câmara e a EDP”, justificou que as dívidas a fornecedores derivam do facto do concelho ser pobre. “Como temos poucas receitas temos que fazer alguma ginástica”. Assegurando que os atrasos nos pagamentos à EDP vão ficar regularizados até final de 2005, meados de 2006, o autarca acrescentou que em determinada altura foi necessário canalizar esforços e dinheiro para alguns investimentos em obras. Opção que obrigou a tesouraria municipal a suspender os pagamentos a fornecedores. No entanto, adverte Sérgio Carrinho, os cortes momentâneos que se registam por vezes no concelho não estão relacionados com as dívidas. Essas interrupções devem-se ao estado das linhas eléctricas que vão ser sujeitas a beneficiação. Uma das intervenções é a separação das linhas urbanas das rurais entre Almeirim e Chamusca, o que vai melhorar a qualidade do fornecimento e prevenir problemas de fornecimento às populações.

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