Sociedade | 28-01-2005 11:07

Mais garantias para estimular investimento na região

O Ministério das Actividades Económicas, através da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, aprovou, na passada semana, uma proposta apresentada pela Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém para a criação de um instrumento financeiro que possa contribuir para estimular o investimento das empresas localizadas na região do Vale do Tejo através do Sistema de Garantia Mútua. O anúncio foi dado pela própria Nersant em nota de imprensa.O instrumento agora aprovado contribuirá para o reforço do fundo de contra-garantia mútuo, por forma a ser possível efectuar um maior número de operações e com percentagens de cobertura superiores às existentes. As garantias emitidas irão permitir suportar o acesso das empresas da região a linhas de financiamento bancário. Estas garantias serão concedidas pelo Sistema de Garantia Mútua, através da Garval, da Lisgarante ou da Norgarante e cobrirão 75% do valor do crédito bancário contratado. Como o montante garantido assume uma percentagem muito significativa dos empréstimos a conceder, permitirá às empresas negociar com a banca taxas de juro muito mais favoráveis.O seu âmbito de aplicação serão todos os sectores de actividade económica, com a excepção da agricultura, podendo ser apoiados projectos de investimentos de criação ou de modernização da empresa, bem como reestruturações financeiras, incluindo a alteração de passivos de curto prazo para médio e longo prazo.De acordo com um levantamento efectuado pela associação empresarial em Janeiro de 2004, o investimento em execução no distrito era de 172 milhões de euros, do qual 50% era induzido pelos sistemas de incentivos do PRIME. Trata-se de um dos valores mais baixos dos últimos dez anos, o que, para a Nersant, significa que a região se encontra numa fase de grande contracção do investimento privado e que os sistemas de incentivos permitem uma importante alavancagem do investimento. Incentivos esses a que, desde Novembro de 2002, os empresários com actividade nas sub-regiões da Lezíria e do Médio Tejo, não têm qualquer acesso, na sequência da suspensão do regime de incentivos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

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