Sociedade | 26-02-2005 11:15

Campanha nacional "Amigos da Floresta" arranca em Almodôvar

A sensibilização dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico em meio rural para a importância da floresta e a sua protecção contra os incêndios é o objectivo de uma campanha nacional que arranca segunda-feira em Almodôvar.

A iniciativa, que se repete anualmente desde 2001, é da responsabilidade da Direcção-Geral dos Recursos Florestais e vai percorrer, este ano, mais de 400 escolas do país, a maioria das quais localizadas em meios rurais, onde o risco de incêndio é maior.Em declarações à Agência Lusa, Miguel Galante, da coordenação nacional da campanha "Amigos da Floresta", adiantou que o projecto vai ser apresentado segunda-feira em Almodôvar, numa sessão em que participa o Director-Geral dos Recursos Florestais, António Sousa de Macedo.Após a cerimónia, marcada para as 10:00 nos Paços do Concelho, segue-se o lançamento oficial da campanha de sensibilização na escola de Santa Clara-a-Nova, em Almodôvar, onde foi criado o primeiro clube de "Amigos da Floresta"."Ao longo destes anos, as acções de sensibilização têm sido muito bem acolhidas e despertado o interesse das escolas, sendo a de Santa Clara-a-Nova um bom exemplo, pois, por iniciativa da professora e dos alunos no ano passado foi constituído esse clube", afirmou Miguel Galante.Segundo o mesmo responsável, os "Amigos da Floresta" estabeleceram um plano de acção, em colaboração com a escola, pais e Câmara Municipal, para "passar a toda a comunidade essa ideia de que é preciso proteger a floresta".Este ano, a escola, que conta com 17 alunos, recebe mesmo o lançamento oficial da campanha nacional, que termina a 01 de Junho, Dia Internacional da Criança, na Lousã, depois de passar por mais de 400 escolas, 65 das quais situadas no Alentejo."Escolhemos sempre estabelecimentos de ensino em meio rural onde, apesar de existirem poucos alunos, é importante alertar para a defesa da floresta. São locais situados em zonas onde o risco de incêndio é elevado ou que já têm um registo histórico de ignições com origem em comportamentos negligentes no uso do fogo", frisou.As acções nas escolas, desenvolvidas pelo Corpo Nacional da Guarda-Florestal, com a colaboração do Ministério da Educação, têm por base conteúdos programáticos e material de divulgação específicos para um público-alvo com idades entre os seis e os dez anos."Aprendem noções sobre as principais espécies de floresta que existem no país, a maioria encontra-se em propriedade privada, a sua importância ambiental e em termos económicos, além de lhes ser apresentado o Corpo Nacional da Guarda-Florestal", explicou.A sensibilização aborda ainda os principais perigos para a floresta, como risco de incêndios por negligência no uso do fogo ou por as pessoas deixarem entulhos e lixo nessas zonas, e as cautelas que devem ser tomadas para a sua preservação."As crianças absorvem estas informações e, dada a sua capacidade de persuasão, podem depois passar esta mensagem importantíssima aos adultos da sua família", realçou Miguel Galante.A campanha nacional inclui ainda a realização de um concurso infantil de artes plásticas, sobre a protecção da floresta, cujos prémios às escolas dos trabalhos vencedores serão depois entregues na sessão de encerramento, na Lousã.Mais de 95 por cento dos incêndios florestais registados em Portugal, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, têm origem na acção humana, sendo que "uma grande maioria das ignições está associada a atitudes negligentes", como a "falta de cuidado no uso do fogo".

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