Sociedade | 03-03-2006 07:40

Proibido construir nos terrenos da Metalgrupo no Cartaxo

O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), garante que não se pode construir nos terrenos da falida empresa Metalgrupo e mostra-se disponível para aprovar, em reunião de câmara, a anulação da deliberação de alteração do uso do solo daqueles terrenos. Paulo Caldas respondeu assim aos eleitos da CDU e do PSD que abordaram o assunto na sessão da assembleia municipal de 22 de Fevereiro. O autarca desmentiu os rumores aventados pelo eleito comunista Délio Pereira de que a área onde está instalada a Metalgrupo possa vir a receber projectos imobiliários.“Qualquer projecto imobiliário que se apresente no actual Plano Director Municipal (PDM) para os terrenos da Metalgrupo vai ter uma resposta: não”, assegurou Paulo Caldas à assembleia. Recordou ainda que os terrenos da empresa continuam classificados como espaço industrial. O assunto foi levantado por Délio Pereira que lembrou os rumores que correm acerca da possibilidade de os cerca de 50 mil metros quadrados dos terrenos onde está instalada a Metalgrupo - localizados numa zona apetecível da cidade, junto ao campo de futebol e à Quinta das Pratas - se destinarem à “ganância da especulação imobiliária”.“A empresa abriu falência e não foram certamente os 106 trabalhadores que se encontram no desemprego a beneficiar”, sublinhou Délio Pereira. Que questionou também quem beneficiou com os subsídios comunitários atribuídos à Metalgrupo quando, há dois anos, era considerada uma empresa piloto no concelho pela câmara e pela Nersant.Paulo Caldas aceitou ainda o desafio lançado pela deputada social-democrata Luísa Pato (PSD) de levar à próxima reunião de câmara uma proposta de anulação da deliberação que alterou o uso de solo dos terrenos onde está instalada a Metalgrupo. Com uma condição: que a proposta parta dos elementos do PSD no executivo municipal. “Apesar de não considerar a medida necessária, aprovo-a”, assegurou o autarca socialista. O edil do Cartaxo lembrou que a câmara só avançou com uma aprovação específica de conversão daquela unidade para que ela pudesse ter uma alternativa e transitar para a zona industrial do Casal Branco. E recordou que o processo da Metalgrupo é acompanhado por um técnico judicial.Luísa Pato considerou o discurso de Paulo Caldas e lembrou que, como vereadora, tinha votado contra qualquer alteração do uso do solo onde a empresa está implantada.

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