Sociedade | 18-03-2006 17:12

Equipa de espeleologia da GNR em Rio Maior

Há uns anos um homem apostou que conseguia saltar por cima da boca do algar da Bajanca, no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), com um diâmetro de dois metros. O aventureiro caiu numa profundidade de 30 metros e morreu. Se fosse hoje a ocorrência podia ter sido investigada pelos dois únicos militares da GNR habilitados para intervir em grutas e que fazem parte da EPNAZE (Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente em Zonas Específicas) sedeada em Rio Maior. Rui Freire e Vasco Lopes têm formação na área da espeleologia que lhes permite descer ao interior de grutas para recolher provas de crimes ou para ajudarem em salvamentos. Só na área do PNSAC existem 1.500 cavidades que precisam de ser vigiadas e fiscalizadas. O chefe da equipa, Rui Freire, refere uma das irregularidades que podem ser detectadas numa gruta. “Os espeleólogos usam um sistema de iluminação que funciona com um gás e que produz um pó altamente poluente. Muitas vezes esse pó é abandonado nas grutas e pode infiltrar-se nos lençóis freáticos”. Já se detectou uma situação destas numa das grutas da freguesia de Alcanede, concelho de Santarém. Cabe também a estes especialistas verificar se há pessoas a praticar espeleologia na área protegida sem autorização ou sem estarem habilitadas para tal.Rui Freire lembra que foi criada uma carta de desporto natureza na área do parque. E refere que nas polícias portuguesas não havia ninguém habilitado para intervir nas zonas de difícil acesso, como as grutas. Normalmente eram os bombeiros ou espeleólogos que iam ao interior das cavidades e não tinham competência para fazer recolha de provas e investigação.

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