Sociedade | 29-04-2006 01:02

Câmara de Salvaterra preocupada com extracção de areias

A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro (BE), alertou esta sexta-feira para os danos ambientais causados com a excessiva extracção de areias no rio Tejo, perto da localidade de Porto Sabugueiro.Degradação das margens, assoreamento do leito e falta de respeito para com a população foram alguns dos problemas apontados hoje pela autarquia, durante uma visita do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), partido pelo qual Ana Cristina Ribeiro foi eleita.Na zona, existem duas empresas de extracção de inertes do rio Tejo que "têm causado muitos incómodos" à população já que "não cumprem horários" nem cuidam das margens degradas pela sua actividade, explicou a autarca."Uma das empresas começa mesmo a trabalhar às 04:00" e nunca atendeu às reivindicações da população que, desagrada com o incómodo, chegou mesmo a realizar um abaixo- assinado como forma de protesto.Perante a ausência de uma "uma resposta concreta" por parte da tutela ou da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), a autarquia convidou os deputados do BE a visitar o local.Agora, "o grupo parlamentar irá tomar as acções que entende serem tomadas"."Nós também não excluímos a possibilidade de avançar com acções judiciais" contra as empresas, considerou Ana Cristina Ribeiro, que aponta a falta de fiscalização da actividade como uma das razões para o problema."A GNR é chamada ao local, a empresa pára. Mas depois os militares voltam costas e a empresa volta a trabalhar", denunciou a autarca.Por seu turno, o deputado Luís Fazenda mostrou-se indignado com a "agressão ambiental que é feita ao leito do Tejo", lamentando também os problemas que a comunidade de Porto Sabugueiro enfrenta devido à degradação das margens, que aumenta o risco de cheias.É um "atropelo de todo o tipo de legalidade nestas extracções", considerou o deputado, que imputa também responsabilidades à CCDRLVT que "não fiscaliza nada do que se passa".A excessiva extracção de inertes está a fazer alargar o leito, aumentando o seu assoreamento e destruindo a paisagem da zona pelo que o BE irá agendar uma reunião com a CCDRLVT sobre este problema e pedir a presença do secretário de Estado do Ambiente no Parlamento.Lusa

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