Sociedade | 10-05-2006 10:20

Moita Flores diz que a polícia anda desatenta

O presidente da Câmara de Santarém não está satisfeito com a actuação da PSP na cidade e garante que vai reunir mais uma vez com o comandante distrital dessa força policial para lhe pedir explicações. Até porque “tudo indica que não está muito atento com o que se passa em Santarém”.Na reunião do executivo de segunda-feira, Francisco Moita Flores (PSD) surpreendeu pela dureza do discurso face à actuação da Polícia de Segurança Pública, responsabilizando as chefias por alguma “desatenção” que, na sua óptica, se vem verificando na sua actuação.Ressalvando que não há uma criminalidade significativa no concelho, Moita Flores avisa que não vai ter “paciência durante muito mais tempo” para “ouvir retórica”, enquanto a comunidade está exposta à marginalidade. “A PSP não se pode demitir das suas responsabilidades”, alertou.Como exemplo, referiu alguma criminalidade associada à toxicodependência que tem vindo a aumentar. E focou o que se passa nos parques de estacionamento pagos, onde, apesar de a autarquia pagar a vigilância à polícia, têm ocorrido assaltos a parquímetros em pleno dia. “A PSP é bem paga, mas é como se não fosse”, afirma Moita Flores, exagerando quando referiu que a câmara paga quase tanto à polícia como o que ganha com os parquímetros. A receita dos parquímetros é da ordem dos 200 mil euros por ano. Durante o mesmo período a autarquia paga à polícia entre 20 a 25 mil euros.Confrontado por O MIRANTE com as declarações de Moita Flores, o comandante Levy Correia recusou tecer grandes comentários. Confirmando que já reuniu várias vezes com o presidente da Câmara de Santarém, o oficial considera que a PSP e a autarquia, como entidades responsáveis, irão tratar esses assuntos entre elas e não na praça pública.

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