Sociedade | 29-03-2008 15:33

Crianças e jovens de Santarém vão "vigiar" estado do Alviela

Crianças e jovens do concelho de Santarém "apadrinharam" o Alviela e, desde este mês, assumiram-se como "vigilantes" do rio, que visitam regularmente para "lerem" todos os sinais sobre o estado de um rio fortemente afectado pela poluição nos últimos anos. As crianças do primeiro ciclo do agrupamento de escolas de Alcanede, o único que aderiu ao projecto camarário "Olimpíadas do Ambiente", vão estar "muito atentas" às ribeiras que passam junto às suas escolas e que integram a bacia hidrográfica do Alviela. Equipadas com um "kit" fornecido pela autarquia, e escolhido o troço "adoptado", as crianças vão começar a medir regularmente parâmetros físico-químicos, estabelecidos pela Lei da Água, como o PH, os nitratos, o oxigénio dissolvido. Por outro lado, com a ajuda de fichas de observação, os professores/monitores, que receberam formação específica, ensinam a reconhecer os bio-indicadores, as espécies, na água e nas margens, que permitem ajuizar da qualidade do rio. Noutra frente, alunos do curso profissional de Gestão Ambiental da Escola Secundária Sá da Bandeira escolheram já dois troços do Alviela, um junto ao "mouseiro", em Vaqueiros, e outro junto à foz, em Vale de Figueira, para "vigiarem" o rio. Munidos dentro em breve de um "kit" mais sofisticado, os jovens começaram já a fazer recolhas que serão analisadas em laboratório. O Alviela pretende ser o mais recente aderente ao projecto "Rios", que envolve já 70 grupos de pessoas, essencialmente de escolas, de todo o país, que "adoptaram" troços de 500 metros de linhas de água que "precisam de ajuda". A formalização da adesão do Alviela ao projecto Rios deverá acontecer ainda este mês, depois da aprovação, pelo executivo camarário, do protocolo a celebrar entre a autarquia e a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA). O projecto "Rios", que envolve a ASPEA, a Associação de Professores de Geografia, a Liga para a Protecção da Natureza e a Faculdade de Engenharia do Porto, arrancou no terreno há dois anos com 20 grupos de observação, número que cresceu para os actuais 70, afirmou. O projecto iniciou-se em 1999 na Catalunha (Espanha), onde actualmente existem já 630 grupos de observação, tendo-se estendido igualmente à Galiza (230 grupos), com grande participação das famílias.

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