Sociedade | 05-07-2008 08:55

Manobras de comboios empatam automobilistas nas horas de ponta

A reactivação do ramal ferroviário que liga a Linha do Leste à fábrica de pasta de papel da Companhia de Celulose do Caima está a causar grandes dissabores aos automobilistas que utilizam a ponte sobre o Tejo entre Constância Sul e Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha). O recurso à ferrovia para escoamento de parte da produção da fábrica obriga ao corte do trânsito automóvel à entrada sul da ponte. Uma situação que acontece três vezes ao dia durante alguns dias por semana (na passada semana foram três). Os cortes ao tráfego rodoviário, devido às manobras das composições, chegam a ultrapassar a meia hora, segundo refere a Câmara de Constância, que “reclama junto das entidades envolvidas que não ofendam e desrespeitem tanto a vida das pessoas”. O presidente do município diz que “nos últimos meses esta situação tem sido bastante agravada, pois o ramal que serve a Celulose do Caima, o qual tem prioridade a qualquer hora do dia, tem sido um enorme transtorno para quem tem de fazer a travessia”. António Mendes (CDU) diz que já sentiu na pele esses incómodos e que “as reclamações têm chegado à autarquia em grande número, pois as pessoas sofrem atrasos de mais de 30 minutos nos seus trajectos diários”.As manobras são feitas em períodos do dia que coincidem com as chamadas horas de ponta, entre as 07h00 e as 08h00 (quando dão entrada dez vagões para carregar na fábrica), cerca do meio-dia quando entram (mais 10 vagões para carregar e saem os 10 que entraram de manhã) e por volta das 18h30, (quando saem os últimos dez vagões). Mais informações na próxima edição semanal

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