Sociedade | 13-07-2008 09:15

Mulheres são muito mais que os homens na região

Mulheres são muito mais que os homens na região
Há mais treze mil mulheres que homens na região. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à população média residente em Portugal a 31 de Dezembro de 2007, indicam que no conjunto das sub-regiões do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo, vivem 246.728 mulheres e apenas 233.516 homens. Os números reflectem a actual situação a nível nacional. O INE calcula que do total estimado de 10.608.335 habitantes, 5.473.963 sejam do sexo feminino. Em 2002 a situação era inversa. Os homens estavam, na altura, em maioria. É no concelho de Santarém, o mais populoso da região que se verifica uma maior diferença entre os dois sexos. Mais 2.316 mulheres que homens num total estimado de 63.966 residentes. No concelho de Vila Franca de Xira que se situa na área de abrangência de O MIRANTE mas que em termos estatísticos está englobado na zona da grande Lisboa, a diferença é mais significativa. 70.860 mulheres e 68.143 homens. Mais 2.727 mulheres que homens. O concelho da Azambuja que para efeitos estatísticos aparece incluído na Lezíria do Tejo, é o único da região onde os homens são mais que as mulheres. 11.243 contra 10.532. Nos restantes as mulheres estão em clara superioridade. O único concelho extremamente equilibrado em matéris de sexos é o de Vila Nova da Barquinha. (ver quadros). O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Miguel Pombeiro (PS), explica o equilíbrio entre sexos com o facto de se tratar de um concelho onde nos últimos anos se fixou muita população jovem, principalmente casais. “Estamos a uma hora de Lisboa e somos um concelho pacato e com qualidade de vida”.Mais a sul, o presidente da Câmara de Azambuja, que desconhecia as estimativas do INE, diz que o facto de haver mais homens que mulheres no município não o surpreende. E avança com uma explicação: o facto de existir uma comunidade migratória muito grande a residir no concelho, sobretudo imigrantes de Leste e de nacionalidade brasileira. “São homens que se encontram a trabalhar em muitas das empresas da zona industrial e logística e que, só numa fase posterior, chamam as famílias para junto de si”. Confrontado com o facto de haver outros concelhos onde também exitem muitos imigrantes, Joaquim Ramos (PS) acrescenta: “De um modo geral, nos outros concelhos não existe uma área industrial tão intensa como a do nosso concelho”.

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