Sociedade | 03-05-2009 20:38

Associação sindical da GNR defende regresso da BT

A Associação Sócio-Profissional Independente da GNR (ASPIG) disse hoje apoiar as declarações do comandante-geral da força, Nelson dos Santos, que considerou que a aplicação da nova lei orgânica "não foi nem é fácil"A ASPIG, que defendeu também a reactivação da Brigada de Trânsito (BT), afirmou que se revê nas declarações de Nelson dos Santos no discurso durante a cerimónia comemorativa dos 98 anos da GNR- Guarda Nacional Republicana.Durante a cerimónia comemorativa dos 98 anos da GNR, Nelson dos Santos admitiu que a aplicação da nova lei orgânica "não foi nem é fácil" e garantiu que será corrigido o que houver para corrigir.José Alho, presidente da ASPIG, disse à agência Lusa que "houve um erro político", explicando que há quatro anos, a associação que lidera foi a única a apoiar o plano de reestruturação apresentado pelo Executivo de José Sócrates, que envolvia a transferência de quatro mil civis para tratarem das questões burocráticas da GNR e libertarem homens para o terreno."No entendimento da ASPIG, as palavras do comandante-geral são um prenúncio de que, efectivamente, alguns 'erros' houve na aplicação da vontade política, aplicada à reestruturação da Guarda", refere ainda uma comunicado da ASPIG.José Alho afirmou que quando apoiou o plano governamental, não estava previsto o fim da BT, mas sim aligeirar os grupos Norte, Centro e Sul, "soltando efectivos dos serviços administrativos e burocráticos através do recurso a serviços informatizados que podiam operar a partir de Lisboa"."Não temos formação desde que a BT acabou, desde 01 de Janeiro, e todos os dias sai nova legislação comunitária sobre as mais variadas matérias e não há capacidade de fiscalização", sublinhou o presidente da ASPIG, que considerou ser "fundamental a existência de uma polícia especializada para a estrada"."Se existe um erro político, porque não voltar atrás? A BT estava muito bem equipada, fazia um trabalho excepcional e limpa de corrupção, por isso, apoiamos o Governo se decidir reactivá-la. Se era a título experimental, é uma questão de corrigir o que não resultou", reforçou.José Alho diz ainda que "houve um erro político imenso" com a criação do Grupo de Intervenção Prontidão e Socorro, já que criou "desmotivação" porque "ganham muito mais do que um simples guarda" e são 770 elementos que podiam estar noutras tarefas."Apagar fogos é para os bombeiros", considerou o presidente da ASPIG.

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