Sociedade | 03-05-2009 14:15

Grupo de Forcados de Alenquer é um dos mais recentes numa tradição reforçada

Os grupos de forcados, que protagonizam a “pega” característica da corrida de touros à portuguesa, têm vindo a ganhar adeptos, com a Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) a contabilizar a formação de mais quinze grupos desde 2001.Quando a ANGF foi criada, em 2001, existiam 35 grupos de forcados, um número que subiu para 45 em oito anos.Contando com os grupos que entretanto ficaram sem actividade, foram formados quinze novos grupos de forcados, de acordo com o presidente da ANGF, José Potier.O grupo de forcados do Clube Taurino Alenquerense é uma dessas formações recentes.Foi criado em simultâneo com o clube, que retomou a organização de corridas e as largadas de touros nas ruas de Alenquer, que tinham deixado de se realizar no final da década de 1980.“Éramos um grupo de amigos, rapazes aficionados, entre os 16 e 22 anos. Nunca tinha surgido a oportunidade de pegar touros, decidimos começar um grupo”, contou o cabo do grupo de forcados, Jorge Vicente.Começaram por ser vinte, hoje são mais de trinta, na época passada fizeram 13 corridas, a maioria em praças fixas, e já pisaram a primeira arena do País.“Nunca um grupo tão novo tinha ido ao Campo Pequeno”, assegura.O início foi “muito difícil” porque nenhum dos elementos tinha experiência e contaram com a ajuda da antiga “glória” dos forcados de Vila Franca de Xira Rogério Antunes.“Em Vila Franca ou em Santarém é mais fácil. Quem quer ser forcado junta-se a um grupo com uma grande experiência”, explicou.“Eu vou para a cara de um touro e o que está atrás de mim tem tanta experiência como eu”, sublinhou.Jorge Vicente garante que não são “mais homens por pegarem touros” e reclama para o grupo um “espírito de coesão muito forte” e um comportamento civilizado, dentro e fora da praça.O cabo é o primeiro a falar de certo espírito arruaceiro por parte de alguns forcados, mas demarca-se dessas atitudes.“Alguns grupos têm mau comportamento fora da praça. Nós somos um grupo de rapazinhos porreiros. Não gostávamos de armar barafunda”, garante.

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