Sociedade | 14-05-2009 07:37

Restaurante com 50 anos de história não resiste à crise em Vila Franca de Xira

Depois de mais de meia década a servir Vila Franca de Xira e os amantes da gastronomia o “Recanto do Ti Pedro” fechou portas. Pedro Miguel Gil agradece o esforço de quem o apoiou na longa jornada e despede-se com emoção: “derretemos os anéis até ao último na esperança de salvar este “(Re)cantinho. Com “mágoa” o decidiu com “angústia” executou.O Restaurante Residencial Flora, conhecido entre os amigos como o “O Recanto do Ti Pedro”, na Rua Noel Perdigão, em Vila Franca de Xira, fechou as portas no dia 1 de Maio.A progressiva, mas significativa diminuição de clientela em virtude da crise levou ao encerramento do estabelecimento comercial, apesar dos contínuos esforços feitos pelos responsáveis para manter o negócio em pé e os respectivos postos de trabalho.Numa nota enviada a O MIRANTE a gerência “expressa a gratidão e o profundo reconhecimento” a todos os quantos os acompanharam e incentivaram durante a “jornada” que durou 52 anos. “Derretemos os anéis até ao último na esperança de salvar este “(Re)cantinho”, escreve o gerente, Pedro Miguel Gil.“Animámos gerações, assistimos a discussões conspirativas contra os desmandos e arbitrariedades do antigo regime, servimos candidatos (e depois deputados) à [Assembleia] Constituinte de 1975; ouvimos os seus primeiros aplausos de alegria p'la Liberdade de Abril; cozinhámos anos de sabores, servimos inúmeras taças de aromas e de cores. No momento, faltam-nos meios, ânimo e forças para continuar de cabeça erguida! Afinal, ainda há arvores que (não) morrem de pé!”, descreve.Foi uma casa visitada por especialistas em culinária. “Estamos perante uma selecção de pratos tradicionais de Vila Franca de Xira e do Ribatejo, como o ensopado de enguias e o sável frito servido com açorda feita com ovas de peixe”, escreveu Alfredo Hervias em “Os meus 50 melhores restaurantes portugueses”.A Flora abriu em 1957 e durante décadas soube granjear o respeito e admiração de todos aqueles que frequentavam o espaço, tornando-se numa referência incontornável na cultura e gastronomia da região. “O encerramento! Com mágoa o decidimos; com angústia o executamos”, justifica com emoção o gerente.

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