Sociedade | 20-05-2009 08:21

Ministro da Solidariedade renova confiança em Francisco Madelino no IEFP

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, assegurou ontem que mantém a confiança política no presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a quem hoje o PSD pediu a demissão. “Naturalmente, mantenho [a confiança política]”, disse Vieira da Silva em declarações aos jornalistas no final de uma audição na Comissão do Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, onde o erro detectado pelo Instituto nos dados de Março relativos ao desemprego foi largamente discutido. “Julgo que pôr em prática uma metodologia que garante o cruzamento de dados [entre a segurança social e os valores do Instituto] é algo que deve ser elogiado e não criticado. Lamentamos o erro, mas reconhecemos que ele foi corrigido de uma forma expedita. Fazer disto um caso político é algo de quem não tem mais nada para dizer”, afirmou. Durante as suas intervenções desta tarde, Vieira da Silva explicou por diversas ocasiões que a falha ocorrida no Instituto de Emprego e Formação Profissional - que resultou de um erro no cruzamento de dados com a Segurança Social no processamento dos desempregados - teve um carácter “excepcional” e foi “corrigida em 24 horas” pelos técnicos do instituto. O ministro considerou que este caso ficou “devidamente esclarecido” e que toda a polémica política levantada em torno desta questão “são manobras de desespero”.Para o PSD - que pediu a demissão do presidente do Instituto, Francisco Madelino - esta foi a forma encontrada para não se chegar ao número de 500 mil desempregados no final do mês de Março. Em resposta, o ministro do Trabalho sublinhou ser "uma falsidade que haja manipulação de dados", reafirmando que a informação estatística produzida pelo Instituto é "rigorosa" e que a informação estatística divulgada em Abril é a “correcta”.De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, no final de Março, estavam inscritos nos centros de emprego 484.131 desempregados. O número seria superior em cerca de oito mil, caso a falha não tivesse sido detectada, segundo o ministro.

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