Sociedade | 25-05-2009 13:51

Misericórdia de Pernes celebra aniversário com inauguração polémica

As comemorações do 422º aniversário da Santa Casa da Misericórdia de Pernes ficaram marcadas pela inauguração do Edifício Social e de Saúde, que resultou da remodelação de um antigo jardim-de-infância situado na zona alta da vila. No imóvel encontra-se já a funcionar há cerca de dois meses a Unidade de Saúde Familiar (USF) do Alviela, cujo raio de acção abrange também as freguesias vizinhas. O processo foi moroso e envolveu alguma polémica entre a Misericórdia e a Junta de Freguesia de Pernes. Nas cerimónias de sábado não esteve presente o presidente da Junta de Pernes, José Viegas, que não foi convidado. Os autarcas da freguesia foram representados pelo presidente da assembleia de freguesia. “O presidente da junta de freguesia foi a pessoa que mais problemas criou. Esteve o senhor presidente da assembleia de freguesia que esteve sempre connosco”, justificou a provedora aos jornalistas, no final da sessão.No seu discurso, a provedora da Misericórdia de Pernes não esqueceu essas quezílias. “Não foi uma caminhada fácil. Muitos obstáculos foram colocados no caminho, desde invasão de terrenos da Santa Casa ao corte de acessos. Enquanto alguns criticavam e pensavam em soluções desastrosas, nós fizemos as obras”, declarou Maria dos Anjos Patusco perante cerca de uma centena de convidados que enfrentaram a chuva que se fez sentir.Uma indirecta ao presidente da junta José Viegas e aqueles que defenderam a instalação provisória da USF em contentores até que estejam construídas as novas instalações, no Largo do Rossio. Recorde-se que a unidade de saúde funcionava noutras instalações da Misericórdia que não reuniam as condições ideais e que a instituição reclamou para poder alargar a sua resposta no lar de grandes dependentes. O contrato de arrendamento terminou em Fevereiro passado. Presidente da junta não comentaO presidente da Junta de Freguesia de Pernes recusou-se a comentar a ausência de convite para o aniversário da Santa Casa da Misericórdia local. “As atitudes ficam com que as pratica. O nosso espírito é de união e não de divisão e de colocar pessoas contra pessoas, por isso não vou alimentar polémicas”, disse ao nosso jornal

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