Sociedade | 28-01-2010 09:44

Alunos da orquestra juvenil de Vialonga têm aulas em casas de banho

Alunos da orquestra juvenil de Vialonga têm aulas em casas de banho
A falta de espaço no Centro Comunitário de Vialonga obriga os professores a aproveitar todos os cantinhos para dar aulas individuais aos alunos da orquestra juvenil. Inclusivamente as casas de banho. Há alunos da Orquestra Juvenil de Vialonga a ter aulas em casas de banho. O aumento do número de jovens – de 120 para 160 no presente ano lectivo – levou à ruptura do Centro Comunitário de Vialonga (CCV), local onde diariamente os jovens recebem a instrução musical.“Os professores já utilizam todo o espaço disponível e cada cantinho existente por aqui. Neste momento há aulas individuais a serem dadas em casas de banho. É uma situação de ruptura e este é um problema sério”, revelou a presidente do Agrupamento de Escolas de Vialonga a O MIRANTE, poucos momentos depois do vereador da educação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ter entregue novos instrumentos no valor de 10 mil euros à orquestra (ver caixa).Para Armandina Soares, que é também a grande impulsionadora do projecto da orquestra iniciado em 2004, o centro comunitário precisa de uma intervenção que “o requalifique e reorganize, criando-se espaços mais pequenos, para que todos os alunos possam ter aulas individuais”. A presidente do agrupamento revela que a questão das obras tem vindo a ser ponderada com a câmara e que, em conjunto com a intervenção na Escola Básica 2,3 de Vialonga, passarão a estar reunidas as condições necessárias. “Os miúdos do primeiro ciclo mantêm-se aqui e quando transitarem para o quinto ano continuarão a desenvolver o trabalho na EB 2,3”, defende Armandina Soares, justificando esta medida com o aumento do número de elementos da orquestra e a necessidade de manter o CCV animado pelos jovens.A orquestra já teve a necessidade de requisitar duas salas ao “Ninho de Empresas”, situado a poucos metros para a leccionação de aulas de música. Outra das queixas da responsável prende-se com a falta de condições do auditório. “Está pobre e precisa de ar condicionado. No Verão é muito complicado estar aqui”, garante Armandina Soares.Em resposta enviada a O MIRANTE a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira refere que “estão reunidas as condições mínimas para que os alunos possam ter aulas de música e que o centro comunitário empresta as suas instalações a inúmeras actividades que se compatibilizam nos diversos espaços comuns”. O CCV presta atendimento psicológico e social às famílias, alberga um clube de emprego, casa da juventude, biblioteca, actividades socioeducativas para crianças e jovens, atendimento nas áreas do emprego e formação, bem como ATL da ABEIV, entre outras actividades pontuais. A autarquia adianta que “o aumento de alunos, que se saúda, leva a reajustamentos na utilização do centro comunitário, para além de terem sido também disponibilizados espaços no “Ninho de Empresas”. E acrescenta: “no quadro das intervenções regulares, o que está previsto é a realização de algumas obras de manutenção ao longo do ano. A EB 2,3 também tem vindo a organizar-se no sentido de recolher apoios junto do Ministério da Educação para, num quadro de ensino artístico regular, poder adaptar e equipar melhor às suas necessidades o espaço”, explica a câmara.

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