Sociedade | 12-12-2010 00:14

Condutora que abalroou dois carros diz que abandonou local em estado de choque

A jovem de 24 anos que esteve envolvida num despiste de automóvel, tendo ido embater em duas viaturas que se encontravam estacionadas disse à polícia que abandonou o local porque se encontrava em estado de choque. Por este motivo, o teste de controlo de álcool não foi realizado à condutora do veículo. O caso passou-se na madrugada de 15 de Setembro e os proprietários dos carros abalroados só tomaram conhecimento do sucedido na manhã seguinte quando se preparavam para ir trabalhar e se depararam com os carros amolgados, com parte das rodas em cima do passeio. Um mês após a colisão com fuga tiveram os seus veículos de novo arranjados, com o seguro a cobrir todas as despesas. Segundo O MIRANTE apurou, tudo aconteceu por volta das cinco da manhã quando o Citroen C3 se despistou numa curva e foi bater nos dois carros que estavam estacionados no lado inverso da estrada. O carro ficou com os eixos e pará-choques partidos e ficou sem a roda dianteira direita, entre outros danos materiais. A jovem encontrava-se com alguns amigos e abandonou o local sozinha. Os outros ficaram a aguardar a chegada dos agentes policiais alertados por moradores dos prédios desta zona. A condutora deslocou-se no dia seguinte à PSP de Tomar para dar conta da sua versão do acidente. “Abandonei o veículo para ir procurar ajuda porque não tinha os documentos do carro comigo. Entretanto entrei em choque porque era o meu primeiro acidente e o carro não era meu”, refere a jovem que acabou por ser encontrada num banco de jardim por um amigo quando o carro já tinha sido rebocado. “Estava demasiado nervosa, a tremer e sem força nas pernas”, justificou à polícia. O acidente ocorreu na Av. D. Ângela Tamagnini, em frente à Segurança Social de Tomar.De acordo com fonte policial, a lei prevê uma punição para quem abandona os locais de acidentes. “Cada caso é um caso e o que consta do relatório policial elaborado pode ser relevante para determinar ou não essa punição. É uma questão que tem que ser avaliada mediante as nossas sensibilidades”, disse a mesma fonte. Neste caso em concreto, desconhece-se se existiu alguma punição.

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