Sociedade | 01-07-2011 14:45

Obras paradas há sete meses no mouchão de Pernes

As obras de recuperação do mouchão de Pernes encontram-se suspensas há sete meses, tendo os sucessivos prazos previstos para a sua conclusão sido ultrapassados. Uma situação que desagrada à presidente da Junta de Freguesia de Pernes, Salomé Vieira (CDU), que denunciou a situação na última reunião da Assembleia Municipal de Santarém.A autarca referiu que as obras foram suspensas em Novembro de 2010 devido às condições climatéricas e que na altura lhe disseram que essa paragem duraria cerca de dois meses. Mais tarde apontaram-lhe o final da Primavera para o retomar dos trabalhos. Mais uma vez, os prazos avançados pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo, entidade dona da obra, ficaram por cumprir.Dos contactos estabelecidos com a ARH Tejo, Salomé Vieira diz que recebeu como resposta que estavam a “envidar esforços” para prosseguir a empreitada, “mas até agora nada”. E desconfia que a falta de dinheiro esteja na origem do problema. Daí ter solicitado ao presidente da Câmara de Santarém que interviesse junto da ARH. Moita Flores disse que ia “fazer os possíveis” no sentido de desbloquear a situação.Os trabalhos iniciaram-se em Outubro de 2009, com um prazo de execução de 8 meses, e tinham um custo total previsto de 914.103 euros com comparticipação em 548.461 euros por fundos comunitários. A obra no mouchão de Pernes teve de ser interrompida pela primeira vez no final de Dezembro de 2009, quando ruiu parte do paredão central junto à cascata, que ainda está por reconstruir, estando também por concretizar o alargamento da ponte pedonal de acesso ao parque do mouchão.As obras recomeçaram no dia 26 de Abril de 2010 e previa-se que pudessem estar concluídas no final de Novembro desse ano, conforme anunciou há um ano a junta de freguesia. Mas a obra continua por concluir, estando a zona vedada.A requalificação do mouchão de Pernes é um dos projectos que integram o protocolo assinado em Junho de 2009 entre várias entidades visando a requalificação do sistema de tratamento de esgotos de Alcanena e a despoluição do rio Alviela. O investimento total estimado é de 21,2 milhões de euros e engloba: a construção de uma unidade de tratamento de resíduos industriais (raspas verdes); a melhoria do sistema de tratamento da ETAR de Alcanena; remodelação da rede de colectores deáguas residuais; reabilitação da zona de lamas não estabilizadas; e defesa contra cheias da ETAR de Alcanena. Isto além da intervenção no mouchão de Pernes (Santarém), há muito reclamada.

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