Sociedade | 03-07-2011 00:06

Boca-de-incêndio da zona industrial de Almeirim que era utilizada para lavar roupa e tomar banho foi retirada

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo removeu uma boca-de-incêndio da Zona Industrial de Almeirim que há meses jorrava água dia e noite, depois de ter sido vandalizada. O equipamento era usado por pessoas que vivem num acampamento a poucos metros, num terreno da Quinta da Alorna, junto ao recinto da feira mensal de onde retiravam água para lavar roupa e para tomarem banho. A empresa de gestão das redes de água detectou naquela zona uma dezena de marcos vandalizados mas aos quais já tinha sido cortado o abastecimento. O equipamento foi retirado na sexta-feira, 1de Julho, acabando-se com um desperdício de água de milhares de euros. A água corria dia e noite pela estrada até uma sarjeta a cerca de 50 metros, tornando a beira da estrada num autêntico ribeiro. A Águas do Ribatejo, que gere a rede em vários municípios da Lezíria do Tejo, estima que o desperdício ronde custos na ordem dos mil euros por mês. A boca-de-incêndio agora retirada vai ser reparada e prevê-se que venha a ser instalada no mesmo local mas com dispositivos que dificultem a sua vandalização e a consequente retirada abusiva de água. Os estragos que foram provocados no equipamento impediam que se conseguisse conter a água porque a torneira estava relaxada e não vedava completamente, além de criarem também dificuldades aos bombeiros se precisassem de abastecer no local devido ao mau funcionamento. A resolução do problema resultou de um entendimento entre a Câmara de Almeirim e a empresa. Quanto às restantes bocas que estão partidas, a Águas do Ribatejo está a avaliar os estragos e a fazer um plano para a sua recuperação, estimando-se numa primeira análise que o arranjo de cada equipamento custe cerca de 300 a 400 euros. O abastecimento aos bombeiros em caso de incêndio na zona não está comprometido, visto que a zona industrial dispõe de dezenas de bocas, estando as da parte mais antiga do espaço em perfeito funcionamento. No local onde se registam os casos de vandalismo há vários lotes que ainda não estão ocupados por empresas.

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