Sociedade | 05-07-2011 14:08

Fontes de Abrantes e Ribeira de Santarém entre as que têm água imprópria para

Fontes de Abrantes e Ribeira de Santarém entre as que têm água imprópria para
A água de duas das quatro fontes analisadas recentemente pela associação de defesa do consumidor Deco no distrito de Santarém é imprópria para consumo e bebê-la é “arriscar a saúde”, porque não têm ligação à rede pública, nem tratamento ou controlo, segundo um estudo divulgado por essa associação.Em causa estão as fontes de São João, na freguesia de São Vicente (Abrantes), e dePalhais, na freguesia de Santa Iria da Ribeira (Santarém), sendo que há placas colocadas pelas autarquias referindo que a água não tem qualidade garantida, em Abrantes, ou é imprópria para consumo, em Santarém. Na água da fonte de Abrantes o estudo detectou a presença de metais pesados, enquanto a da Ribeira de Santarém apresentou contaminação bacteriológica por E.Coli e coliformes fecais.Já as fontes da Alcaidaria (Ourém) e de Paço dos Negros (Almeirim) apresentaram água de boa qualidade para consumo humano segundo o estudo da Deco, que abrangeu 35 fontanários de norte a sul do país,. Desses 12 tinham água imprópria para consumo.Nos meses de Abril e Maio, a Deco recolheu amostras de água de 35 fontanários, denorte a sul do país. A amostra incidiu em fontes não abastecidas por água da redepública de distribuição e que não são origem exclusiva de água para a população local, tendo o estudo avaliado as condições de higiene do fontanário e da área envolvente.Depois de analisados os fontanários, a Deco alertou as autarquias, juntas de freguesia e autoridades regionais de saúde. Segundo a associação de defesa do consumidor, “são evidentes as falhas dos municípios e juntas de freguesia em garantir a qualidade da água fornecida por fontes não ligadas à rede pública (esta abrange 98% da população)”.“Autoridades de saúde, câmaras municipais e juntas de freguesia atribuemresponsabilidades entre si e este jogo permite que água imprópria esteja acessível àpopulação, crente da suas boas propriedades. Se a má qualidade representar risco para a saúde pública, as autoridades de saúde devem ordenar a interrupção do fornecimento”, acrescenta.A Deco lembra que, desde que a fonte não seja origem exclusiva de água para apopulação, a lei permite a sua não inclusão no Plano de Controlo da Qualidade da Água, bem como que os municípios ou freguesias, em geral responsáveis pelos fontanários, descartem responsabilidades, desde que no local esteja afixado um aviso de “água não controlada”.“Mas estes avisos são, muitas vezes, removidos ou vandalizados e não demovem a romaria de populações a estes locais com água a custo zero, mas com risco elevado para a saúde de quem a ingere”, salienta a Deco.

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