Sociedade | 23-07-2011 18:36

Escola Agrária de Santarém tem escola que preserva cavalo do Sorraia

A Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) tem a funcionar uma escola de equitação que se tornou num dos núcleos de preservação e divulgação do cavalo do Sorraia, uma raça primitiva única no mundo, em risco de extinção.“A nossa escola tem duas vertentes essenciais - promover a equitação como modalidade característica desta região e contribuir para a preservação do cavalo do Sorraia”, fazendo reprodução e contribuindo para a divulgação das suas funcionalidades, diz o responsável pelo núcleo, Paulo Pardal.A raça tem apenas cerca de 200 exemplares em todo o mundo (Portugal e Alemanha). O nosso país possui alguns núcleos que visam a reprodução e conservação da raça, sendo o da ESAS o único constituído apenas por cavalos desta raça – duas éguas e cinco garanhões -, cedidos pela Fundação Alter Real.Paulo Pardal realça as qualidades do cavalo do Sorraia, tanto para a iniciação à equitação como para a hipoterapia e equitação terapêutica, modalidades acolhidas na escola.Além das aulas particulares (a cerca de 60 alunos) “a preços razoáveis”, a ESAS tem protocolos com a vizinha escola básica de 2.º e 3.º ciclos Alexandre Herculano, no âmbito do Desporto Escolar, com infantários particulares e da Misericórdia de Santarém, com o Projecto de Intervenção Precoce de Rio Maior e com a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) do Vale de Santarém.“Este é um cavalo óptimo para as crianças, pelo seu tamanho – são considerados póneis porque medem menos de 1,50 metros ao garrote, o que faz dele um cavalo óptimo para a iniciação à equitação – e pela sua docilidade”, o que os torna também úteis para a hipoterapia e a equitação terapêutica, mesmo com adultos, afirmou.Luís Braz, fisioterapeuta no Centro de Saúde de Rio Maior e membro da equipa do Projecto de Intervenção Precoce, que há cinco anos traz as crianças com que trabalha à escola da ESAS, confirma. “São cavalos ideais para esta actividade”, disse, frisando que a opção pela escola de equitação da ESAS para trazer as crianças envolvidas no projecto (dos zero aos seis anos), actualmente seis, teve a ver com a falta de recursos locais, com a abertura da escola e com o facto de “este tipo de cavalo não se conseguir encontrar em muitos sítios”.Paulo Pardal sublinhou que a escola de equitação da ESAS não visa o lucro, mas tem a preocupação de conseguir cobrir os custos da sua manutenção. Além do serviço prestado à comunidade, a escola serve ainda de base ao Curso de Especialização Tecnológica (pós secundário) de Maneio e Utilização do Cavalo, ministrado na ESAS e que inclui um estágio profissional em contexto de trabalho.Por outro lado, o núcleo apoia a leccionação de disciplinas dos vários cursos superiores da ESAS e tem participado em inúmeras iniciativas e espectáculos que visam a divulgação da raça, disse.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1363
    08-08-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1363
    08-08-2018
    Capa Médio Tejo