Sociedade | 11-12-2011 18:48

Câmara de Coruche disponível para reparação da ponte de Santa Justa mas exige responsabilização da tutela

O presidente da Câmara de Coruche disse este domingo à agência Lusa que a autarquia está disponível para colaborar na resolução do problema da ponte de Santa Justa, sublinhando que cabe a quem tutela esta infraestrutura decidir sobre o seu arranjo.Dionísio Mendes (PS) disse que a ponte foi construída durante a obra do sistema de rega do Sorraia e que os seus detentores são a Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia e a Direcção Geral da Agricultura (antiga hidráulica), cabendo a estas entidades avançar com o processo.“Assumimos a colaboração na resolução da situação, colaborando na reparação, tal como fizemos com a ponte da Escusa, também na freguesia do Couço, mas não nos compete a iniciativa”, disse.A população da freguesia do Couço reuniu-se este domingo à tarde para decidir acções que obriguem à rápida reparação da ponte que liga o Couço à povoação vizinha de Santa Justa e que está interdita ao trânsito pesado desde meados de Novembro.Liliana Barroso, da Comissão de Utentes de Serviços Públicos da freguesia do Couço, disse à Lusa que as várias entidades que podem ter responsabilidades naquela estrutura “não se entendem”, pelo que há quem, entre a população, defenda o encerramento simbólico da ponte.Dionísio Mendes lamentou que a comissão de utentes tenha agendado esta reunião com a população sem falar com a autarquia, que, afirmou, “já disse (quando recebeu algumas dezenas de pessoas no passado dia 23 de Novembro) que está ao lado das populações e quer fazer parte da solução”.Segundo Dionísio Mendes foi por iniciativa da autarquia que a travessia foi vedada ao trânsito de pesados e foi também a autarquia que pediu à Estradas de Portugal para analisar a infraestrutura do ponto de vista técnico e decidir que tipo de intervenção é necessário fazer.“Há um responsável, a Direcção Geral da Agricultura e a Associação de Regantes, que afirma não ter dinheiro para avançar com a obra”, disse, reafirmando que a decisão de uma intervenção tem que partir de quem tutela.Liliana Barroso afirmou que quando passavam pesados na ponte sentia-se a oscilação das juntas do tabuleiro Sul.Além da questão da segurança, a população quer o problema resolvido porque a interdição a pesados deixa sem alternativa o escoamento de produtos agrícolas e de lenha da povoação de Santa Justa (também pertencente à freguesia do Couço), disse à Lusa.A ponte, embora pequena e de passagem apenas num sentido de cada vez, é, afirmou, utilizada também por trânsito de âmbito nacional.

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