Sociedade | 14-12-2011 00:08

Ministério da Educação financia reparação de telhado em escola de Vialonga

A directora do Agrupamento de Escolas de Vialonga, disse esta terça-feira que o Ministério da Educação enviou perto de 100 mil euros para reparar os telhados da Escola Básica com 2.º e 3.º Ciclo (EB 2,3) de Vialonga.Em 26 de Outubro e 2 de Novembro, fruto da intensa chuva que se fez sentir, a escola sofreu inundações no refeitório e num dos blocos de aulas, obrigando os responsáveis pelo estabelecimento de ensino a enviar os alunos para casa.A direcção da escola e a associação de pais lamentam que os cerca de 93 mil euros apenas cheguem para resolver o problema da chuva e garantem que vão continuar a exigir as obras de requalificação, anunciadas pela Parque Escolar, em 2009, entretanto suspensas com o pedido de auditoria do Governo àquela empresa.“Com esta medida vamos gastar dinheiro e resolver apenas parte do problema. Não era esta a solução desejada, uma vez que a escola necessita de obras profundas de requalificação", explicou Armandina Soares, à Agência Lusa.A directora do Agrupamento de Escolas de Vialonga adiantou que a intervenção nos telhados “deve decorrer durante as duas semanas de férias de Natal”, salientando que a autarquia de Vila Franca de Xira está a “colaborar com a escola”, no sentido de “rapidamente se encontrar uma empresa” que realize as obras.Insatisfeitos com a decisão do Ministério da Educação e Ciência, estão também os pais e encarregados de educação.“Só isto não chega. Não podemos estar satisfeitos quando o que a escola precisa é de uma profunda remodelação e não apenas de uma intervenção ao nível dos telhados. Por isso, o nosso protesto vai continuar”, assegurou o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB 2,3 de Vialonga.José Vieira falava no final de uma assembleia-geral de pais, onde ficou decidido a realização de uma nova assembleia-geral e de uma acção de luta, para Janeiro, não estando, para já, definido quando e que tipo de acção será levada a cabo.Além disso, foi escrita uma carta aberta ao ministro da tutela, Nuno Crato, onde os pais afirmam que “os seus educandos não podem ter aquecimento, pois os quadros eléctricos não aguentam, chegam a não ter aulas porque chove dentro das salas e têm somente quatro casas de banho para 1200 alunos”.Na missiva, os pais e encarregados de educação referem que os seus filhos “estão encaixados numa escola que deveria ter 600 alunos”, criticando Nuno Crato, por ter mandado, “de uma forma cega, suspender as obras de requalificação que estavam previstas”.A carta termina com um desejo de “boas festas” ao ministro, lamentando o facto de Nuno Crato não ter ainda respondido ao convite enviado pela associação de pais, para que visitasse a E.B 2,3 de Vialonga e ver “a situação” em que a escola se encontra.

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