Sociedade | 11-03-2012 08:33

Só em Abrantes se continuam a trocar croquetes por nós de gravata

Por força da sua profissão de vigilante Francisco Catarino, 47 anos, foi obrigado a tornar-se um especialista em nós de gravata com a ajuda do sogro. Não admira por isso que Marisa Fábrica, a coordenadora do Banco do Tempo de Abrantes, que funciona no CIAC, no edifício da câmara, lhe tenha um dia deixado dez gravatas para ajustar. Foi o pedido mais exótico que chegou àquela agência. A primeira a ser criada, em 2002, e a única que ainda resiste na região. Em Alverca, Alcanena, Torres Novas e Santarém os Bancos do Tempo deixaram de registar transacções e faliram. A agência continua a pulsar alheia à crise, mas não só à custa dos nós de gravata de Francisco Catarino que entretanto deixou de praticar a arte porque a empresa passou a disponibilizar nós de gravata já feitos. Em Abrantes trocam-se também refeições preparadas, como bacalhau com natas, croquetes e outras iguarias, por uma ajuda com os sacos das compras do supermercado ou uma ida à farmácia. Os mais novos recorrem à arte culinária dos mais velhos e ajudam com a mobilidade que têm. “Nunca houve uma tarefa recusada”, assegura Marisa Fábrica. LEIA A REPORTAGEM NA PRÓXIMA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL DE 15 DE MARÇO

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