Sociedade | 24-03-2012 09:20

Movimento Protejo diz que sistemas de monitorização no Tejo não são fiáveis

O porta-voz do Protejo, movimento pelo Tejo, defende a necessidade de "uniformizar" a rede de monitorização de toda a bacia hidrográfica do maior rio ibérico, considerando que o sistema existente "não garante medições fiáveis" de caudais no Tejo.Comentando a notícia de que Espanha vai aplicar no Douro o regime de exceção previsto no Convénio de Albufeira, que gere os rios ibéricos e que levará a que o caudal do rio desça abaixo dos mínimos, Paulo Constantino explicou que, no caso do Tejo, "a medição dos caudais a partir de Cedille é espanholas, não está sob controlo ou domínio da administração portuguesa. As informações são solicitadas e são aceites tal como chegam, sem saber se são fiáveis ou se não são"."Em solo português, só a partir da barragem do Fratel os dados estão sob o nosso domínio. A única coisa que sabemos, é que, no Fratel, com o contributo dos diversos afluentes, deviam estar mais 200 hectómetros cúbicos do que em Cedille, mas isto não são medidas fiáveis", reiterou.Paulo Constantino defendeu à Lusa que todos os dados devem estar "disponíveis para utilização pública e em tempo real", abarcando algumas matérias que considerou "fundamentais", como sejam os indicadores do estado ecológico, caudal sólido e radiológico, e as quantidades de caudal em hectómetros cúbicos e metro cúbico por segundo.Para estimular essa ação, o responsável voltou a defender a necessidade de um Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do rio Tejo que junte Portugal e Espanha em torno "do princípio da unidade e da gestão partilhada" da água."É imperioso ter acesso em tempo real a toda a bacia hidrográfica do Tejo e uniformizar as redes de monitorização", reiterou.

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