Sociedade | 29-03-2012 11:17

Coveiro condenado em pena suspensa por ter esfaqueado irmão do padrasto

O coveiro José Carlos Lopes que estava acusado de ter matado o irmão do padrasto, Jacinto Gomes Bernardo, por não haver canja de galinha para o jantar foi condenado a cinco anos de prisão, com a pena a ser suspensa pelo mesmo período. O colectivo de juízes, presidido por Manuela Pereira, entendeu que o arguido não teve a intenção de matar o irmão do padrasto e acreditou no seu arrependimento. O coveiro fica sujeito ao pagamento de cerca de 4000 euros ao Centro Hospital de Lisboa Norte e de perto de 2000 euros ao Hospital Distrital de Santarém pelos custos de internamento da vítima e será acompanhado durante cinco anos pelo Instituto de Reinserção Social. A tragédia remonta à noite de 20 de Agosto do ano passado. O arguido e a vítima encontravam-se na cozinha da habitação, em Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, quando a família se preparava para jantar. A dada altura Jacinto Gomes Bernardo exclamou: "não há canja para a janta!", tendo-se gerando uma discussão. O coveiro acabaria por esfaquear o irmão do padrasto em três zonas do corpo. Os dois estavam alcoolizados já que passaram a tarde a beber.O coveiro que estava acusado pelo Ministério Público de homicídio acabaria por ver a qualificação jurídica dos factos alterada para o crime de ofensas à integridade física, agravado pela morte da vítima. Segundo a juíza, José Carlos Lopes ao aperceber-se da gravidade dos actos que tinha acabado de praticar, tentou ajudar a estancar o sangue e pediu à mãe que chamasse os bombeiros. Um mês depois do seu internamento, a vítima viria a morrer no Hospital Distrital de Santarém, depois de os médicos terem ponderado a sua alta médica. Jacinto Gomes Bernardo chegou a manifestar o desejo de não querer procedimento criminal contra José Carlos Lopes. “O tribunal acreditou nas suas palavras, que está arrependido e que tem noção de que quando bebe demais faz o que não deve”, disse a juíza Manuela Pereira, que sustentou também a decisão tendo em conta a situação familiar problemática do arguido e a sua integração a nível social. O coveiro cumpriu sete meses de prisão preventiva, antes da qualificação jurídica do crime ter sido alterada. O advogado de defesa, Fábio Palhas, mostrou-se satisfeito com a decisão no final do julgamento e não vai recorrer da decisão. Notícia desenvolvida na próxima edição impressa de O MIRANTE

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