Sociedade | 22-01-2013 01:28

Temporal levanta discussão política em Santarém

O vendaval que se abateu pela região e pelo país no passado sábado deixou também mossas no concelho de Santarém e o tema serviu para troca de galhardetes políticos na reunião de câmara de segunda-feira, onde o vereador do PS António Carmo, após elogiar o trabalho dos bombeiros e funcionários da autarquia na resposta aos danos, criticou a protecção civil municipal. O que caiu mal entre a maioria PSD.António Carmo aludiu à “descoordenação que se fez sentir” nos serviços de protecção civil, o que levou a que diferentes corporações de bombeiros se deslocassem à mesma ocorrência, o que levou a gastos que achou desnecessários. Além disso, considerou que face aos avisos da meteorologia, devia ter havido uma reunião prévia com os vários agentes da área da protecção civil e ter sido feito um plano de operações que prevenisse os riscos. “Havia um alerta laranja e cabia aos serviços da Câmara de Santarém terem agido em conformidade e atempadamente”, enfatizou.O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), associou a intervenção de Carmo ao facto de se estar em ano de eleições autárquicas, referindo que todos fizeram o melhor que podiam e garantindo que a coordenação nestes casos está bem definida. “Só que as ocorrências foram muitas e por vezes não se conseguiu chegar na hora exacta a todo o lado”, afirmou, acusando o vereador socialista de estar a querer fazer “aproveitamento político” da situação.Também o vereador com o pelouro da protecção civil, António Valente (PSD), garantiu que a coordenação existiu e que esteve sempre em contacto com a protecção civil distrital até à madrugada de segunda-feira. “Não houve falta de coordenação, o que houve foi problemas graves. Em pouco tempo tivemos 78 pedidos de ajuda só na central dos bombeiros municipais e era impossível acorrer a todos em simultâneo”, disse acrescentando que os presidentes de junta no terreno foram sendo informados.

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