Sociedade | 28-11-2013 13:42

Doentes mentais sofrem mais com falta de comparticipação nos psicofármacos

Os doentes mentais ainda são excluídos da sociedade e para evitar essa situação é necessário esclarecer e falar do assunto sem receios, desfazendo os vários mitos ainda existentes sobre a doença. O alerta é de Luísa Jorge, enfermeira na Unidade de Cuidados na Comunidade de Coruche (UCCC), oradora no debate "Cidadania e Saúde Mental", integrado no 2º Fórum Educação e Acção Social, que a Câmara de Coruche no auditório municipal da vila, onde participaram cerca de 15 convidados e onde se debateram outros assuntos como "Responsabilidades Parentais e as Escolas", "Segurança na Escola", "Envelhecimento e Cidadania", entre outros.Luísa Jorge garante que a grande maioria dos doentes mentais não é perigosa. São cidadãos normais que precisam de tratamento adequado à sua doença. "A discriminação é a pior coisa que se pode fazer a um doente mental. Já basta o estigma que o doente sente por saber que é portador desta doença. Temos que ultrapassar os nossos medos e receios e encarar estas pessoas como um de nós, porque é isso efectivamente que elas são", afirma.Cerca de 450 milhões de pessoas no mundo sofrem de perturbações mentais ou neurobiológicas, sendo que a depressão grave é actualmente a principal causa de incapacitação em todo o mundo e ocupa o quarto lugar das principais causas de patologia a nível mundial. Luísa Jorge afirma que, de acordo com as estatísticas, uma em cada quatro pessoas será afectada por uma perturbação mental em alguma fase da vida.Em Coruche não existem dados estatísticos elaborados mas a enfermeira confirma que tem havido um aumento na procura das consultas de saúde mental da UCCC. Desde que começou a trabalhar na vila, há cerca de 18 meses, que as pessoas recorrem cada vez mais ao seu serviço sendo que actualmente já só existem vagas para consultas para o próximo ano. * Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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