Sociedade | 20-12-2013 06:59

Crise não travou dinamismo e tenacidade aos empresários da região

Crise não travou dinamismo e tenacidade aos empresários da região
Os empresários da região estiveram à altura e responderam com mais trabalho à palavra crise. A ideia foi veiculada por vários interlocutores na cerimónia "Galardão Empresa do Ano", que decorreu na noite de quinta-feira, 19 de Dezembro, na Casa do Campino, em Santarém. A iniciativa da Associação Empresarial de Santarém - Nersant e de O MIRANTE, realiza-se há 13 anos e distingue as melhores empresas e empresários da região. "As empresas que encerraram desde 2008, altura em que se sentiu esta crise, em termos de insolvência somam 112.583 mas as dissoluções oficiosas aumentaram para 193 mil. É um número assustador mas importa referir que, no distrito de Santarém, ficamos longe da média nacional", referiu Maria Salomé Rafael, presidente da Nersant. Por este motivo, considerou, "o distrito de Santarém tem empresários pró-activos, lutadores, com tenacidade e que há muito tempo perceberam aquilo que tinham que fazer, independentemente das contrariedades que enfrentam todos os dias".Os prémios "Galardão Empresa do Ano", relativos ao ano de 2011, foram entregues às seguintes empresas: DAI-Sociedade Desenvolvimento Agro Industrial, SA (Empresa do Ano), Couro Azul/António Nunes Carvalho (PME do Ano), Gesfloresta, Consultadoria, Lda (Microempresa do Ano), Rodalgés - Equipamentos Industriais/Rui e Ivo Paiva (Jovem Empresário do Ano), Isabel Coimbra/Hotel Segredos Vale Manso (Mulher Empresária) e José Manuel Roque (Prémio Carreira Empresarial).No discurso "politicamente menos correcto" da noite, o empresário José Manuel Roque pediu aos políticos que deixem os empresários fazerem o que eles não sabem. "Mais cego é o que não quer ver. Temos que nos indignar, apontar e revoltar. Será que o país ainda não percebeu que o que a política não faz a economia se encarrega de fazer?", disse. Uma ideia que foi reiterada pelo Secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, que encerrou os discursos da noite. "Os empresários precisam que os deixem trabalhar e que haja o mínimo de carga fiscal possível", disse, prestando um tributo aos galardoados mas também aos organizadores desta iniciativa, "dois actores muito competitivos que marcaram as últimas três décadas da região".

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