Sociedade | 13-11-2015 16:47

Festival de Gastronomia de Santarém teve menos dias e menos visitantes

O Festival Nacional de Gastronomia, que se realizou recentemente em Santarém, “melhorou significativamente” face à edição de 2014, embora tenha tido menos visitantes (baixou de 40 mil para 30 mil visitantes), reflexo de ter tido menos uma semana de duração. Contudo, a média de entradas diárias foi superior à do ano anterior.A opinião e os números foram partilhados pelo vereador da Câmara de Santarém Luís Farinha (PSD), um dos responsáveis pela organização do evento, durante a reunião do executivo de segunda-feira. O autarca destacou o esforço de modernização do certame que tem vindo a ser efeito, de modo a adaptá-lo aos novos tempos e a um público cada vez mais exigente.Exemplos disso, enumerou, foram a melhoria das condições de acolhimento dos visitantes, a criação do 13º restaurante, por onde passaram renomados chefs nacionais, a praça do petisco, a colocação do artesanato numa tenda exterior, a valorização dos agro-produtos ou a aposta renovada no salão de vinhos.“Sem prejuízo do formato poder e dever ser melhorado, acho que o festival está em crescimento”, disse Luís Farinha, reconhecendo que “não é um processo fácil”, já que o evento está associado a um modelo de sucesso mas que ao longo dos anos foi sofrendo de inevitável desgaste.“Mais do que os números no seu conjunto, o balanço é muito favorável. O Festival Nacional de Gastronomia é um investimento que não pode ser reduzido aos números. É uma oportunidade para promover a cidade, o concelho e a região”, continuou Luís Farinha.O presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), reforçou o balanço positivo, considerando que as inovações feitas foram apostas ganhas e que, inclusivamente, traduziram-se na garantia de mais patrocínios para o próximo ano, bem como de mais restaurantes interessados em participar. Elogiou ainda a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, parceira na organização, “por ter entendido a importância deste evento nacional”.O vereador do PS Sérgio Cardoso foi quem primeiro falou do festival, constatando que devia haver uma maior ligação entre o festival e a cidade. Considerou positiva a introdução de inovações e pediu informações sobre a execução financeira do evento, nomeadamente custos envolvidos na organização, números de bilheteira, entre outros aspectos.Ricardo Gonçalves disse que as contas da edição deste ano serão levadas a conhecimento do executivo, à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores. Destacou ainda que este ano houve três dias com entradas livres ao almoço (em anos anteriores era só à segunda-feira), o que também terá reflexos nos números de bilheteira.

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