Sociedade | 29-11-2015 14:32

Foi há 40 anos que as barricadas de Rio Maior dividiram o país ao meio

Milhares de agricultores concentraram-se na então vila para travar a Reforma Agrária e a ameaça comunista.

O corte das vias de ligação entre Norte e Sul do país foi o culminar de uma concentração de mais de 50.000 agricultores em Rio Maior, fez 40 anos no dia 24 de Novembro, num plenário instigado pelos avanços da Reforma Agrária.Preso alguns meses antes quando tentava defender a propriedade da família no Alentejo - a Herdade Sousa da Sé, a primeira a ser ocupada pelas Forças Armadas no "Verão Quente" de 1975 -, José Andrade foi um dos agricultores que, na tarde de 24 de Novembro, participou na "grande concentração" de Rio Maior."Rio Maior foi uma consequência de outras reuniões com muita expressão", de resistência ao avanço da Reforma Agrária e da ocupação de terras, como a que, a 6 de Novembro, culminou com dois mortos e vários feridos numa das ruas centrais de Santarém, recordou José Andrade, antigo vereador da Câmara de Santarém, em declarações à Lusa.A concentração, que se prolongou até à manhã de 25 de Novembro, com o corte de estradas e linhas férreas (para impedir movimentações militares), teve apoio político, da igreja católica e de muitos "revoltados", sobretudo "retornados", que se juntaram aos agricultores, disse José Andrade, que chegou a liderar, no final de 1990, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), nascida nesse dia.* NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO SEMANAL

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