Sociedade | 03-04-2016 13:22

Ratos e poeiras no arquivo dos documentos históricos de Vila Franca de Xira

Ratos e poeiras no arquivo dos documentos históricos de Vila Franca de Xira

Ratoeiras estão espalhadas por todo o lado e o cheiro a bafio é constante. Edifício velho acolhe o arquivo municipal há mais de trinta anos.

O arquivo municipal de Vila Franca de Xira, onde estão armazenados os mais importantes documentos da história do concelho, funciona num edifício velho sem condições, que precisa de obras urgentes de conservação. Além da falta de espaço, infiltrações, cheiros e papel acumulado, os trabalhadores têm também de lidar com uma praga de ratos que obriga a ter espalhado pelo edifício várias ratoeiras, num cenário que tem deixado desconfortáveis visitantes e funcionários.O espaço fica situado na rua Reynaldo dos Santos, perto do centro da cidade e está alugado à Câmara de Vila Franca de Xira, que o usa como arquivo há mais de três décadas. O presidente do município, Alberto Mesquita, reconhece o problema e diz que a câmara está a estudar uma solução "o mais rapidamente possível", porque de todos os locais onde funcionam os serviços municipais este é um dos mais degradados.Para o autarca o problema do arquivo é uma das prioridades para resolver até ao final do mandato. Mesquita afiança que o arquivo terá de ser colocado num novo local na cidade, embora ainda se desconheça qual. Uma certeza é que parte do acervo histórico continuará no actual edifício, mas o material mais importante terá de ser removido para novas instalações, a fim de se preservar em boas condições os documentos que fazem a história do concelho. Um funcionário municipal, escutado por O MIRANTE, teme que a idade do edifício e o excesso de papel acumulado possa ser prejudicial para a saúde. "Estamos a ver o que aconteceu na Segurança Social, por exemplo, com o excesso de papel, e que originou que muita gente tenha problemas respiratórios. Este espaço precisa mesmo de ter uma solução", apela.O estado de degradação em que se encontram vários edifícios onde funcionam serviços da câmara - espalhados em várias zonas da cidade - tem sido um motivo constante de preocupação. Neste último mandato têm sido feitas obras e recuperados vários edifícios municipais mas ainda há muito trabalho a fazer, como reconhece Alberto Mesquita. "É um desafio que temos todos de nos empenhar para resolver e ninguém aqui está mais preocupado em resolvê-los do que eu", frisou, numa das últimas reuniões de câmara. Nuno Libório, vereador da CDU, criticou na última semana o mau estado das várias instalações municipais. "Faltam instalações condignas para os trabalhadores municipais e esse problema tem sido ignorado. Ainda temos muitos serviços a funcionar com condições mínimas. O executivo que gere a câmara foge como o diabo da cruz sempre que se tenta debater o tema das novas instalações", criticou.Há quase uma década que se discute a possibilidade de concentrar os serviços municipais num único edifício. O local com capacidade para tal seria o devoluto centro comercial Vila Franca Centro mas não tem havido acordo nas negociações entre a autarquia e os privados que detêm o edifício.

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