Sociedade | 12-04-2016 18:36

Chefe de gabinete de Alpiarça diz em tribunal que hoje não teria chamado ladrão a vereador

Chefe de gabinete de Alpiarça diz em tribunal que hoje não teria chamado ladrão a vereador
O chefe de gabinete do presidente da Câmara de Alpiarça, que começou a ser julgado em tribunal por ter chamado ladrão ao vereador da oposição, Francisco Cunha, disse na primeira audiência que "se fosse hoje não teria dito aquilo que disse". João Osório prestava declarações como arguido no início do julgamento esta terça-feira, 12 de Abril, na Secção Local de Almeirim do Tribunal da Comarca de Santarém.João Osório admitiu a afirmação mas justificou que "aquilo que disse foi apenas uma reacção àquilo que Francisco Cunha afirmou em plena assembleia municipal, a poucos dias das eleições autárquicas, num ambiente escaldante". O caso passou-se em Setembro de 2013 durante a realização de uma assembleia municipal. Nessa reunião Francisco Cunha (PSD/MPT) interveio para dizer que João Osório e o vice-presidente da câmara, Carlos Jorge Pereira, tinham dito a um munícipe que Francisco Cunha era "ladrão e trafulha". Após a intervenção Francisco Cunha saiu da sala e João Osório pediu a palavra, e em resposta, disse saber que “ele é ladrão” e que lho ia “dizer na cara quando o encontrar", o que nunca chegou a acontecer. João Osório fez as declarações enquanto eleito da assembleia municipal, funções que acumulava com as de chefe de gabinete. O julgamento de João Osório decorre de uma acusação particular por parte de Francisco Cunha, que não é assumida directamente pelo Ministério Público, mas que este acompanha. João Osório responde pelo crime de difamação, que é punível com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias.

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