Sociedade | 03-05-2016 12:28

"Fragilizar as empresas de comunicação social é abrir caminho para a perda da liberdade de imprensa"

"Fragilizar as empresas de comunicação social é abrir caminho para a perda da liberdade de imprensa"
LIBERDADE DE IMPRENSA

Francisco Pinto Balsemão alertou para uma certa perda de liberdade de imprensa que existe cada vez mais camuflada em decisões do Governo.

Hoje, 3 de Maio, comemora-se o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A Associação Portuguesa de Imprensa (API) realizou esta manhã uma sessão na Biblioteca da Assembleia da República. Francisco Pinto Balsemão interveio em nome de todos os associados da API lembrando que se sentia em casa numa dupla condição de ex-deputado e agora também de deputado honorário. Falou ainda da sua condição de jornalista que diz ser e querer continuar a ser até a vida e a saúde o permitirem.

Corre-se o risco de perdermos a liberdade de imprensa? Era este o mote da intervenção a que Francisco Pinto Balsemão deu voz afirmando que nada o faz prever. Realçou, no entanto, que há formas subtis de balizar a liberdade de imprensa dificultando a vida às empresas detentoras de órgãos de comunicação social. "As empresas sentem-se enfraquecidas e vulneráveis pela queda dos investimentos publicitários, pela fuga de informação para as redes sociais, e também pela visão popularucha de se considerar certa publicidade como a mãe de todos os males", referindo-se neste caso às leis de que se fala para proibirem publicidade dita enganosa como os anúncios a produtos para emagrecer.

Francisco Pinto Balsemão falou ainda da pirataria, do perigo do excesso de regulação dos meios, e reforçou o discurso dizendo que "fragilizar as empresas de comunicação social é abrir caminho para a perda da liberdade de imprensa".

Objectivos do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

Promover os princípios fundamentais da liberdade de imprensa; Combater os ataques feitos aos Media e impedir as violações à liberdade de imprensa; Lembrar os jornalistas que são vítimas de ataques, capturados, torturados ou a quem são impostas limitações no exercer da sua profissão; Prestar homenagem a todos os profissionais que faleceram vítimas de ataques terroristas ou que foram assassinados por organizações terroristas.

Todos os anos vários jornalistas são capturados e mantidos prisioneiros em diversas regiões do mundo, com destaque para os países onde vigoram regimes ditatoriais. A associação Repórteres Sem Fronteiras desenvolve esforços para proteger os profissionais de comunicação social em todo o mundo e alertar para os perigos a que estão sujeitos no desempenho do seu trabalho. Esta data é celebrada desde o ano de 1993, unindo esforços de entidades, jornalistas, activistas e outros cidadãos.

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