Sociedade | 30-11-2016 09:48

Siluros estão a acabar com os peixes nativos do Tejo

Siluros estão a acabar com os peixes nativos do Tejo
ALERTA
Siluro apanhado por pescadores em Novembro no rio Tejo

Pescadores podem controlar espécies exóticas e ajudarem o rio.

A poluição e a introdução de espécies exóticas, ou invasoras, no rio Tejo é uma pescadinha de rabo na boca. A poluição mata as espécies nativas, ou seja as características do rio, mais vulneráveis.

As espécies invasoras, como o siluro, são mais resistentes à poluição e além de, desta forma, prevalecerem ainda como predadoras comem as espécies nativas do rio. Como é o caso do sável, da boga ou dos barbos. Os siluros, peixes originários dos grandes rios da Europa Central, que podem facilmente ultrapassar os dois metros e 40 quilos, ajudados pela poluição, estão a tornar-se os reis do Tejo e a destruir o seu ecossistema, que pode estar em risco a médio ou mesmo curto prazo.

Nos últimos tempos têm sido capturados siluros de dimensões consideráveis no Tejo, sobretudo na área do distrito de Santarém. Esta espécie foi introduzida no final da década de 90 em Espanha e foi descendo o rio naturalmente mas também com muita "ajuda" dos pescadores desportivos, chegando a Portugal há cerca de 10 anos, "estando actualmente em todo o troço principal do Tejo".

Filipe Ribeiro, investigador do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), especialista em biologia de peixes de rio, concretamente em peixes exóticos, conta que na região se passou em poucos anos de três para 80 registos de siluros capturados no Tejo por pescadores, sobretudo nas zonas de Chamusca e Almeirim. Se a situação não for controlada, avisa, "corre-se o risco de as espécies nativas entrarem em extinção".

A prevalência do siluro, na zona entre Lisboa e Abrantes, está a provocar outras alterações no ecossistema do rio. Refere o investigador, doutorado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que se está a assistir a um fenómeno "estranho" que é a subida de peixes de água salgada, como o robalo, a solha das pedras e a tainhas até ao açude de Abrantes.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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