Sociedade | 14-01-2017 00:08

Demolição de cais e arrecadações dos fragateiros da Póvoa ainda não avançou

Demolição de cais e arrecadações dos fragateiros da Póvoa ainda não avançou

Alguns pescadores optaram por demolir as suas arrecadações voluntariamente.

O processo de demolição dos cais palafíticos e das arrecadações da comunidade de fragateiros da Póvoa de Santa Iria está num impasse e ainda não avançou. A Administração do Porto de Lisboa (APL) tinha dado em Outubro do ano passado 20 dias aos fragateiros para que demolissem as estruturas ali existentes, que estão ilegais.


Mas, tirando alguns pescadores que as demoliram voluntariamente, a maioria não o fez por considerar que não foram criadas no local alternativas que permitam guardar o material de pesca enquanto decorrem os trabalhos. Situação que obriga a APL para avançar para contencioso e demolir os cais e arrecadações a expensas próprias. Passados quase três meses desde que os fragateiros foram notificados está tudo na mesma.


O presidente do município, Alberto Mesquita, já assegurou publicamente que a operação de demolição não compromete o avanço do projecto de expansão do parque ribeirinho da Póvoa até Loures. As estruturas da comunidade de fragateiros da Póvoa de Santa Iria, instalada na zona ribeirinha da cidade, são ilegais e resultam de uma ocupação que ali começou a ser feita há quase um século pelos primeiros fragateiros, comunidade de pessoas embarcadas no mar que ali descarregavam mercadoria. Os fragateiros foram a primeira comunidade a instalar-se no local, ainda antes dos avieiros.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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