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Sociedade | 22-05-2017 20:02

Falta de residência contribui para abandono elevado na Escola de Desporto de Rio Maior

Falta de residência contribui para abandono elevado na Escola de Desporto de Rio Maior

No presente ano lectivo, 66,4% dos alunos da ESDRM provém dos distritos de Santarém (29%), Leiria (18,7%) e Lisboa (18,7%).

Uma centena de alunos abandonou a Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) no ano lectivo 2015/2016, com os custos com alojamento e a falta de uma residência para estudantes a pesar nessa decisão, segundo fontes do estabelecimento.

“Lamentavelmente existem muitos alunos que desistem do curso por não terem capacidade de suportar os custos de alojamento. Deparamo-nos também com alunos que são colocados na nossa escola e que, já em fase de matrículas, se vêem obrigados a desistir por não terem uma residência de estudantes à sua disposição”, explicou a presidente da Associação de Estudantes da ESDRM, Diana Silva.

A situação é confirmada pelo director da ESDRM, João Moutão, para quem muito do abandono registado no passado ano lectivo, que se cifrou numa centena de alunos, “seria evitável” se existisse a residência, prevista no projecto inicial da escola para acolher 100 estudantes.

Frisando que a reivindicação da construção de uma residência para estudantes tem estado no “topo da agenda” da direção da ESDRM, João Moutão disse que, no início do ano lectivo, são vários os contactos de candidatos e pais dando conta de que a matrícula não será efectivada “face aos preços praticados e à inexistência de alojamento”.

“Alguns desses relatos têm uma carga emocional muito grande, pois trata-se de famílias com poucos recursos económicos e que vêem coartada a possibilidade de os seus filhos prosseguirem os seus estudos”, afirmou.

Diana Silva adiantou que, comparativamente a outras cidades, o valor pedido aos estudantes da ESDRM por um quarto “não é exorbitante” – andará entre os 150 e os 180 euros mais despesas de água, luz, gás e internet -, mas “a maioria dos proprietários das casas alugadas não passam recibo, o que dificulta ainda mais as contas e prejudica também os alunos bolseiros”.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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