Sociedade | 24-08-2017 13:58

Famílias voltam a procurar Centro Social do Sobralinho

Famílias voltam a procurar Centro Social do Sobralinho

Várias famílias que tinham retirado os filhos das actividades pagas, por causa da crise, estão a regressar à instituição.

As famílias das zonas de Alverca, Sobralinho, Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz estão a voltar a inscrever os filhos nas actividades pagas que são desenvolvidas pelo Centro Social para o Desenvolvimento do Sobralinho. O presidente da instituição, Luís Coelho, considera que as pessoas começam a revelar “mais confiança e esperança na economia”, depois de terem retirado as crianças da instituição. “Estamos à espera, agora na fase das inscrições para o novo ano lectivo, de ver uma evolução no IRS das pessoas maior do que já notámos no ano passado. Já notamos uma maior participação das crianças nas actividades extra e nos passeios, o que antes não acontecia porque alguns pais não podiam pagar”, refere Luís Coelho. Pela primeira vez, o centro teve um resultado negativo nas contas de 2016, na ordem dos cinco mil euros. Luís Coelho justifica esta descida com o investimento feito na construção do Centro de Dia que vai nascer num espaço cedido pela câmara municipal.

Apesar da diminuição de utentes nos tempos de crise e de a instituição ter tido menos receitas das mensalidades, “continuámos a proporcionar os mesmos serviços e actividades, com o mesmo número de funcionários e o mesmo método de trabalho que tínhamos antes da descida das mensalidades, o que se refletiu-se no nosso rendimento”, esclareceu Luís Coelho.

O Centro Social para o Desenvolvimento do Sobralinho conta com 1702 sócios e 588 utentes distribuídos pelas valências de creche, pré-escolar, actividades de tempos livres (ATL) e apoio domiciliário. A instituição tem actualmente 105 funcionários a tempo inteiro e mais meia centena de colaboradores ocasionais para actividades pontuais ao longo do ano.

Apoio alimentar mantém-se elevado
O centro social apoia com o seu banco alimentar 38 famílias e na Cantina Social dá refeições a 49 famílias, num total de 200, entre crianças e adultos. “Houve períodos em que atingimos o topo da nossa capacidade de refeições na cantina. Fazemos uma triagem entre as pessoas que precisam mesmo de levar para casa a comida confeccionada e as pessoas que precisam de uma ajuda alimentar e levam um cabaz. E só tivemos a capacidade máxima, 100 pessoas em Cantina Social, durante alguns períodos, o que agora também melhorou”, explicou Luís Coelho, realçando que não há lista de espera para a cantina.

Luís Coelho refere que há pessoas apoiadas pelo Banco Alimentar que tentam ter o apoio na cantina. “Isto acontece porque algumas pessoas acomodam-se efectivamente ao apoio social e não lutam para sair da situação em que se encontram”, sublinha, esclarecendo que são poucas as pessoas nestas circunstâncias, sobretudo utentes com problemas de toxicodependências, alcoolismo ou homens que vivem sozinhos.

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