Sociedade | 01-09-2017 13:02

Nestes estabelecimentos não há ar condicionado

Nestes estabelecimentos não há ar condicionado

Do Entroncamento a Alverca há comerciantes que não climatizam os espaços por causa dos custos ou até da saúde

No Verão há dias em que não se pode sair à rua com tanto calor. Nestes tempos o ar condicionado é quase um bem de primeira necessidade mas não para todos os estabelecimentos. Na região há lojas que por diversos motivos, seja o da poupança da energia, a da falta de clientes ou até o impedimento de colocar aparelhos na fachada, onde ainda o ar fresco é quase como um luxo. Os estabelecimentos mais contidos nas suas despesas com climatização são negócios de família ou lojas mais antigas.

Olga Peralto, proprietária da “Loja da Olga”, de roupa e acessórios, afirma que é impossível financeiramente instalar e manter em funcionamento um ar condicionado, pois lojas como a sua, no centro histórico de Santarém, não têm lucro suficiente para suportar mais encargos. Alguns lojistas, na impossibilidade de colocarem este tipo de equipamento, preferem a opção mais económica das ventoinhas, como é o caso de Alexandra Landareza, da loja de roupa “Lepax”, em Santarém. “A instalação de ar condicionado vem acompanhado de aumento exponencial na factura da electricidade, tornando o negócio muito menos lucrativo”, justifica.

Há quem considere que o ar que circula na loja com as portas abertas e as ventoinhas é suficiente para se ter algum conforto. A loja de Informática “IFND”, em Alverca, tem clientes que vendem sistemas de climatização mas, refere Rita Araújo, não se vê para já necessidade de instalar ar condicionado. Há outras limitações ao uso dos aparelhos de ar condicionado. Por exemplo, no centro histórico de Santarém não é permitido colocar os equipamentos virados para a rua, na fachada. É o caso de uma pastelaria no centro, que não tem quintal e não tem possibilidades de ter o ar fresco do ar condicionado.

Quem também prefere abrir a porta para entrar aragem, uma opção que até pode ajudar a convidar os clientes a entrarem, é Olga Simões, que possui uma loja de ferragens e tintas chamada “Alipio & Simões”, no Entroncamento. “A loja tem uma dimensão muito grande, fazendo com que instalar ar condicionado numa superfície ampla como aquela seja muito dispendioso. Manter as portas abertas torna a loja mais chamativa, o ar condicionado obriga a ter a porta sempre fechada, o que poderia ser prejudicial para o negócio”.

A questão da saúde também é um factor de peso quando se pondera a instalação deste equipamento, como nos explicou Carlos Ferreira, proprietário de uma loja de instrumentos e fotografia, “FotoSom”. Carlos prefere encostar a porta para que o ar quente não entre do que colocar ar condicionado. Garante ser contra a colocação deste equipamento na sua loja, preferindo lidar com o calor que se faz sentir no Entroncamento do que com os problemas de saúde que o ar condicionado e ventoinhas lhe provocam.
Também existe quem não sinta necessidade de climatizar o espaço porque não há esse apelo dos clientes. Cristina Domingues, da loja “agulhas e Linhas” em Alverca, uma loja dedicada a materiais e máquinas de costura, optou nunca ter colocado ar condicionado, dizendo que nunca quis nem sentiu necessidade. Além disso tem tido reações positivas dos seus clientes que, segundo refere, afirmam que a loja é bastante fresca durante o Verão.

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