Sociedade | 11-11-2017 00:30

Moradores temem caos para estacionar durante obras no terminal rodoferroviário

Moradores temem caos para estacionar durante obras no terminal rodoferroviário
ALVERCA

Obra apoiada por fundos comunitários vai custar 2 milhões e 400 mil euros.

No início do próximo ano vai entrar em obra a requalificação da zona envolvente ao terminal rodoferroviário de Alverca, incluindo do parque de estacionamento ali existente - junto às escolas Pedro Jacques Magalhães e Gago Coutinho - o que promete gerar grandes transtornos para quem diariamente ali deixa o carro para ir apanhar o comboio ou ir para as escolas.

A falta de lugares na zona já é um problema com o actual parque, prevendo-se que a situação fique ainda pior logo que as obras avancem. Situação que está a gerar apreensão junto dos moradores. Preocupações que vieram ao de cima também na última reunião pública do executivo municipal, onde foi aprovada por unanimidade a abertura do procedimento concursal para requalificação daquela zona, projecto já aprovado e apoiado por fundos comunitários no âmbito do Portugal 2020, que custará 2 milhões e 400 mil euros.

O projecto prevê a reconfiguração do estacionamento na envolvente do terminal, “aumentando a capacidade de estacionamento e introduzindo serviços que permitam implementar o conceito de mobilidade combinada para potenciar o uso do transporte público”, explica a câmara. A obra irá também “requalificar os espaços exteriores e acessos ao terminal”, a favor da mobilidade sustentável.

A câmara municipal, pela voz do seu presidente, Alberto Mesquita (PS), reconhece que a obra trará incómodos mas nota que no final todos os utilizadores e a cidade sairão a ganhar. O município está a estudar a implementação de locais alternativos de estacionamento, situados a perto de 800 metros da estação. Mas há abertura para estudar outras ideias de minimização dos impactos, como a sugestão dada por Nuno Libório, da CDU, que propôs um acordo com uma operadora de transportes para proporcionar um “mini-autocarro” temporário com viagens satélite entre os parques alternativos e a estação de comboios. “Não há obra que não traga impactos mas neste caso estamos a falar de um estacionamento de 600 ou mais viaturas naquela que é uma das bolsas de estacionamento mais requisitadas do concelho. Uma obra desta envergadura deve ser concertada com os operadores rodoviários”, defendeu o autarca.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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