Sociedade | 01-12-2017 14:00

Morte de Belmiro de Azevedo passa ao lado de alguns empregados

Trabalhadores dos Continente não dão grande importância à novidade.

A morte do fundador da Sonae, Belmiro de Azevedo, responsável pela rede de hipermercados Continente, pode ser a notícia do dia na imprensa nacional mas para quem trabalha nestes estabelecimentos do concelho de Vila Franca de Xira o assunto é pouco ou nada falado. O MIRANTE visitou esta manhã três Continente do concelho, dois em Alverca e um em Vila Franca de Xira e percebeu que a morte do fundador não é tema de conversa.

A maioria dos trabalhadores pediu para não ser identificado com medo que isso prejudique o seu emprego. Mas nem por isso deixaram de dizer o que lhes vai na alma sobre a morte do homem que criou esta e outras marcas nacionais.

No Continente Bom Dia de Alverca, local onde um sindicato alertou esta semana para o facto dos trabalhadores das caixas estarem a ser, alegadamente, proibidos de se sentarem, o sentimento perante a morte do empresário é de indiferença.

“Foi um homem importante para o país, talvez, mas aqui não sentimos isso. É pena que ele não tivesse podido vir a alguns supermercados ver ao vivo como as coisas são feitas e como são tratados os seus trabalhadores”, critica uma das funcionárias. No que toca à gestão deste Continente ela é assegurada localmente, ao invés dos restantes hipermercados do grupo, acrescenta a funcionária. “Ninguém quer saber do Belmiro, temos outros problemas maiores aqui e em todo o lado, ganhar mais, por exemplo”, confessa outro trabalhador.

Na caixa do Continente de Alverca, junto à Nacional 10, outro funcionário mostra-se indiferente. “Os empresários sem as pessoas não são nada por isso não me interessa muito, nunca o conheci”, conta outro operador de caixa daquele supermercado. Comentários semelhantes são ouvidos em Vila Franca de Xira, com apenas um trabalhador a reconhecer “o grande trabalho” do empresário e a sua importância nacional. “Acaba por ser graças a ele que muita gente tem trabalho e isso tem algum valor. Pena é que seja trabalho muitas vezes precário e mal pago”, lamenta.

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