Sociedade | 06-12-2017 08:38

Movimento pondera acção popular por causa dos maus cheiros em Alcanena

População está preocupada em identificar qual o responsável pelo mau cheiro e quer saber se a ETAR está ou não a trabalhar em boas condições.

O Movimento pela Saúde de Alcanena (MSA) equaciona a possibilidade de avançar para uma acção popular em tribunal por crime ambiental, devido aos danos causados à saúde pública pelo mau cheiro que tem pairado sobre a vila. A intenção foi anunciada durante uma visita do deputado do PCP António Filipe a Alcanena, tendo este considerado a sugestão pertinente, devendo ser encarada de forma realista e sem objectivo de ganhar dinheiro.

O deputado eleito pelo círculo de Santarém esteve no dia 30 de Novembro em Alcanena a inteirar-se da problemática dos maus cheiros que afectam o concelho. Reuniu com a presidente da câmara, Fernanda Asseiceira, visitou a ETAR, e reuniu com a administração da AUSTRA – Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena. No final do dia ouviu a população, numa audição pública no auditório municipal.

“Há aqui várias responsabilidades conjugadas que têm que ser assumidas”, afirmou o deputado, reconhecendo que se vive uma realidade em que ninguém parece ser o culpado de um problema que continua a afectar a comunidade. António Filipe referiu que é preciso cumprir o acordo por parte da ETAR e dos industriais de tapar os tanques de dessulfurização, que libertam os gases causadores do mau cheiro.

A população está preocupada em identificar qual o responsável pelo mau cheiro e quer saber se a ETAR está ou não a trabalhar em boas condições, apontando o dedo à falta de actuação das autoridades. Foi apontada a necessidade de se encontrar uma fiscalização isenta e mais eficaz .

Carla Pereira, da CDU de Alcanena, que acompanhou António Filipe durante a visita a Alcanena, sublinhou que a situação ambiental “precisa de coragem política”. “Há projectos que não foram realizados porque não foram enquadrados por fundos comunitários", disse. “Temos o direito de exigir qualidade de vida”, defendeu, desafiando a população a aparecer nas reuniões de câmara, nas assembleias municipais, nas assembleias de freguesia e pedir satisfações do que tem sido feito.

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