Sociedade | 07-02-2018 11:25

Mãe responde por sequestro da filha seis anos após ter fugido de Almeirim

Mãe responde por sequestro da filha seis anos após ter fugido de Almeirim
Foto DR - Zita Amaral

Pensou-se que Zita Amaral estivesse escondida no Brasil mas a justiça conseguiu detectá-la em Inglaterra.

A mãe que desapareceu com a filha há seis anos de Almeirim, após se ter separado do pai, num processo litigioso, vai começar a ser julgada no Tribunal de Santarém pelo crime de sequestro. Na altura a criança, filha de Zita Amaral e do empresário Gonçalo Russo, tinha cinco anos de idade. Pensou-se que a mulher estivesse escondida no Brasil, mas a justiça conseguiu detectá-la em Inglaterra. É pouco provável que compareça no tribunal e deverá ser julgada à revelia.

Zita, que chegou a ser declarada contumaz, foi encontrada pela justiça portuguesa em Julho de 2016, a residir no Reino Unido. Explicou às autoridades desse país que deixou Portugal por ser vítima de violência doméstica por parte do ex-marido. Este é um caso que O MIRANTE tem acompanhado com o pai da menina, Gonçalo Russo, a procurar pela filha, actualmente com 11 anos, desde que a mãe desapareceu com a criança.

Em Setembro de 2011, o Tribunal de Almeirim determinou que a custódia da menina seria partilhada por ambos os progenitores. O problema é que após a decisão do tribunal, a mãe não cumpriu a ordem do juiz e não levou a filha à creche que frequentava. O que fez com que o pai não pudesse ir buscar a menina como estava determinado pela justiça. Em Dezembro desse ano o tribunal convocou uma conferência de pais onde ficou acordado que a mãe teria que entregar a criança ao pai no dia seguinte. Uma decisão que não foi cumprida, apesar de a mãe ter concordado com ela em tribunal.

Desde essa altura que Gonçalo Russo não vê a filha e não sabe sequer onde a procurar uma vez que as informações que lhe chegam são contraditórias mas todas apontam para que a ex-companheira tenha saído do país, não acatando a ordem do tribunal. O relatório do exame psicológico feito à menor, solicitado pelo Tribunal de Almeirim, datado de Dezembro de 2011, descreve uma relação “saudável” e “carinhosa” entre pai e filha.

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