Sociedade | 10-05-2018 10:09

“Gosto de tratar todos os meus pacientes como se fossem meus filhos”

“Gosto de tratar todos os meus pacientes como se fossem meus filhos”
Kelly Vieira reside em Portugal há 14 anos

Kelly Vieira, 38 anos, sócia-gerente da Clínica Sorriso Diário, Azambuja.

Tenho um carinho especial pelas pessoas de Azambuja. Fui muito bem recebida e as pessoas têm gostado do meu trabalho, o que me deixa muito feliz. Gosto de conseguir tratar os meus pacientes como um todo. Quando eles vêm à procura de um tratamento dentário na realidade procuram também uma melhor saúde, não apenas a melhoria da aparência e a questão estética. Conseguir passar para o paciente que o sorriso é importante mas que nem sempre é o mais importante é um bocado complexo.

Já dei esmola e ainda hoje continuo a ajudar quem precisa. Não necessariamente a dar a moeda mas sim a dar a mão a quem precisa. Nasci no Brasil, em Goiania, uma terra a 200 quilómetros de Brasília. Estou em Portugal desde 2004, vim a convite de uma prima que já cá estava. Actualmente tenho a dupla nacionalidade. Guardo poucas memórias de infância, sempre tive uma família muito grande e o tempo passou demasiado rápido.

Formei-me em medicina dentária e em Portugal fiz a equivalência na Universidade Egas Moniz. Há cerca de um ano que montei a Sorriso Diário em Azambuja. A minha especialidade é a ortodontia, ou seja, aquilo a que na gíria se chama a correcção dos dentes tortos através de aparelho dentário.

Lido muito mal com a falta de respeito. Sou uma pessoa paciente, carinhosa, meiga e dócil mas quando vejo que me faltam ao respeito fico bloqueada e não lido bem com isso. Para mim um ponto-chave para tudo na vida é o respeito.

Ainda há quem tenha medo do dentista. Penso que é por continuamos a apostar mais no tratamento do que na prevenção. Muitas vezes quando os pacientes chegam ao consultório já têm dores e a resolução do problema exige uma série complexa de tratamentos. Se a pessoa fosse mais vezes ao dentista de forma preventiva não necessitaria disso. A mentalidade de deixar tudo para a última, felizmente, tem vindo a mudar e as pessoas cada vez procuram o dentista mais cedo.

Mais importante que a nacionalidade é a competência. No contexto geral sempre fui muito bem recebida por todos os meus pacientes nos locais onde trabalhei. É fazendo um bom trabalho que se vai ganhando credibilidade. Conseguir o reconhecimento profissional é um sonho que felizmente tenho conseguido alcançar. E esse sonho deve ser vivido.

Na maioria das vezes consigo desligar do trabalho. Mas em algumas situações mais complexas acabo por “levar” o paciente para casa comigo. Gosto de pensar e planear a melhor solução para cada caso. Trato todos os meus pacientes como se fossem meus filhos, se eles não estiverem bem, eu também não estou bem.

O trabalho não me deixa muitos tempos livres mas consigo ter alguns “hobbies”. É verdade que quando fazemos o que gostamos nunca trabalhamos e por isso muitos dos meus tempos livres são na verdade trabalho. Mas gosto muito de viajar, sobretudo em Portugal e pela Europa. Amsterdão (Holanda) e Dublin (Irlanda) são cidades lindas que gostei de conhecer. Mas gosto também de informática; de fotografia e de ir ao cinema.

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