Sociedade | 13-06-2018 11:02

Operação de trânsito apanha preso que fugiu do Tribunal VFX

Operação de trânsito apanha preso que fugiu do Tribunal VFX

Caso gerou preocupação na comunidade e levantou muitas questões sobre a segurança do edifício e dos que ali trabalham.

Caso gerou preocupação na comunidade e levantou muitas questões sobre a segurança do edifício e dos que ali trabalham.

Cinco meses depois de ter concretizado uma fuga digna de um filme, foi capturado pelas autoridades policiais o homem que, em Dezembro, se evadiu do Tribunal de Vila Franca de Xira depois do juiz lhe ter decretado prisão preventiva por roubo de metais.

Fonte policial refere a O MIRANTE que o homem foi identificado numa operação de trânsito no início de Maio e de imediato detido pelas autoridades. O homem, que sofria de tuberculose, uma doença infecto-contagiosa, foi entretanto sujeito a tratamento e presente a um juiz, novamente, na primeira semana de Junho.

Recorde-se que no dia 13 de Dezembro o suspeito, que se encontrava detido para primeiro interrogatório, obrigou os juízes daquele tribunal a pedir que fossem compradas máscaras de protecção para que o interrogatório pudesse ter lugar, devido à natureza infecciosa da doença de que padecia. Máscaras que apenas foram distribuídas a quem estava em contacto directo com o suspeito e não aos restantes trabalhadores e pessoas que estavam no edifício.

O preso evadiu-se do tribunal esgueirando-se para a sala das testemunhas, desceu as escadas do edifício, atravessou todo o tribunal e saiu pela porta das traseiras sem ser identificado ou travado. As autoridades policiais encerraram todo o edifício para passar o espaço a pente fino mas o suspeito já se encontrava no exterior. A situação gerou pânico e confusão entre quem estava no tribunal.

A situação, segundo vários responsáveis pela área da justiça que O MIRANTE escutou na altura, pôs a nu um conjunto de fragilidades do espaço a nível da segurança, sobretudo o facto dos tribunais não estarem preparados para protegerem os cidadãos que frequentam os edifícios caso apareça algum detido com uma doença infecto-contagiosa.

Nem tão pouco existe qualquer determinação sobre como proceder perante situações que possam pôr em causa a segurança e a saúde dos presentes nos espaços dos palácios da justiça. A soma de uma segurança deficiente a um edifício sem espaço e que reúne debaixo do mesmo tecto as secções de crime com família e menores, juntamente com a falta de formação e prática dos profissionais de justiça em lidar com estas situações, terá estado na origem da confusão.

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