Sociedade | 27-08-2018 07:53

Orçamento Participativo Nacional com uma única proposta para o Tejo

Orçamento Participativo Nacional com uma única proposta para o Tejo

Projecto “Por este rio acima” foi idealizado por um professor natural do Entroncamento.

“Por este rio acima” é um projecto que nasceu no distrito de Santarém e é a única proposta nacional para o Rio Tejo apresentada ao Orçamento Participativo Nacional. O projecto quer, através da dinamização cultural, chamar a atenção e ajudar a melhorar o estado das águas do Tejo e seus afluentes, e segundo o seu autor, um professor natural do Entroncamento, Rui Silva Pires, quer também “dar atenção às nascentes e às aldeias ribeirinhas mais próximas, recuperando vida e civilização para esses locais”. O projecto identifica-se com “uma inundação, cheia de alma, repleta de vida”, com teatro, música, poesia, dança, artes plásticas e outras formas de expressão, da foz até à nascente”.

Rui Silva Pires avançou com a ideia porque “o Tejo faz parte de nós e é nosso dever conjunto, cidadãos, empresas e Estado cuidar do Tejo e zelar pela obtenção de água de boa qualidade do rio que nos identifica”. O professor recorda que, “infelizmente” o rio e os seus afluentes têm vindo a ser conhecidos e falados pela poluição e “graves danos nos ecossistemas”. Situação que, realça, contribui para “hipotecar inúmeros investimentos para o Tejo e para o seu território”.

Se o projecto, que tem um orçamento de trezentos mil euros sair vencedor serão seleccionadas pequenas localidades (entre seis e dez) com claros indicadores de despovoamento. A animação virá da foz do rio (povoações ribeirinhas dos distritos de Lisboa e de Setúbal) de preferência com a colaboração ou participação de artistas com raízes ou ligações a esses territórios. Como possibilidade, a entrada numa localidade de Espanha. Como ex-líbris, procurar-se-á também um bom exemplo de retrocesso do despovoamento.

A ideia é também promover e incentivar a colaboração com autarquias, órgãos de comunicação social e organizações locais. Nos primeiros meses será feito o reconhecimento das nascentes e do território e serão escolhidas as localidades. Será criada uma plataforma on-line para introdução das entidades e artistas intervenientes, interligada a redes sociais. O projecto obriga por isso à aquisição de serviços e recursos humanos e a custos de comunicação, divulgação, alojamento, alimentação e transporte.

A calendarização proposta é de Novembro de 2018 a Outubro de 2020. A proposta, foi apresentada no dia da Terra, dia 22 de Abril, está em votação até 30 de Setembro, através do site https://opp.gov.pt/proj/343.

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