Sociedade | 08-10-2018 12:43

No Forte da Casa só há dois baloiços e um escorrega para centenas de crianças

Autarcas da freguesia pedem melhoria dos espaços verdes e de lazer da freguesia

Na vila do Forte da Casa, pertencente à União da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, só há dois baloiços e um escorrega para mais de 11 mil moradores e espaços de conforto para a comunidade sénior – como bancos à sombra num jardim ou espaço de jogos como chinquilho – são uma miragem. Moradores e autarcas pedem à junta e à Câmara de Vila Franca de Xira que melhorem a manutenção dos espaços verdes e instalem melhores equipamentos para a população.
Numa moção apresentada pela bancada independente liderada por António José Inácio, aprovada por maioria por toda a oposição mas que mereceu o voto contra da maioria PS, lê-se que a junta de freguesia “não mantém os espaços verdes, encontrando-se ao abandono, cheios de erva, completamente secos, porque os sistemas de rega não funcionam em alguns casos”. E acrescenta-se que “não há parques infantis inclusivos e os reformados e pensionistas não têm qualquer abrigo do sol ou chuva para passar o tempo com actividades lúdicas”.
O documento propõe que a junta concretize um plano de acção para a gestão sustentável dos espaços verdes da freguesia e que realize cursos de formação profissional em jardinagem, instale parques inclusivos e abrigos para actividades lúdicas.
Para Jorge Ribeiro (PS), presidente da junta, o objectivo é recuperar os espaços verdes já existentes e transformá-los em zonas que possam ser aproveitadas. “O parque infantil dos Quintais é um exemplo de requalificação que queremos aplicar [noutros locais], aquela era uma zona que estava completamente degradada, já não tinha utilização nenhuma e criámos ali uma zona de estar e lazer, multifuncional, que permite que as pessoas possam estar e conversar. Esta é a ideia de requalificação. Mas temos recursos limitados, infelizmente não podemos fazer tudo o que gostaríamos”, lamenta.
O autarca diz que a junta irá tentar, até ao final do ano, “intervir noutro tipo de situações e no próximo ano, se for possível, poder eventualmente fazer a identificação de zonas que tenham interesse em ser requalificadas”.

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