Sociedade | 12-12-2018 15:00

Plano turístico para Santarém quer atrair mais visitantes

Plano turístico para Santarém quer atrair mais visitantes

Estratégia passa por aproveitar o potencial histórico, gastronómico e natural do concelho.

O Plano Estratégico de Valorização Turística para o concelho de Santarém, aprovado na última reunião do executivo camarário, prevê a criação de sete produtos que aproveitem o potencial oferecido pelo património histórico, gastronómico, cultural, natural e paisagístico da região.

O documento aponta as potencialidades mas também pechas como a falta de aposta na atractividade do património natural, em particular do rio Tejo e da zona que integra o Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros, a escassa oferta hoteleira, o número reduzido de agentes de animação turística, a restauração “muito concentrada e com carência de qualificação e aposta na autenticidade gastronómica regional”.

O plano, elaborado no âmbito do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) nos concelhos da Lezíria do Tejo, vem definir uma “linha estratégica” para um trabalho que tem vindo a ser realizado “mais ou menos avulso”, disse o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves.

O plano, que vai ser submetido à próxima sessão da Assembleia Municipal de Santarém, preconiza a realização de cerca de meia centena de acções ao longo dos próximos cinco anos, afirmando o autarca que algumas das medidas estão já a ser trabalhadas.

O documento conclui que Santarém possui uma “vocação turística eminentemente histórico-cultural, mas também religiosa”, ao mesmo tempo que reconhece a “reduzida atractividade de grande parte do espólio existente”.

Com base na análise realizada, os responsáveis pelo estudo apontam um conjunto de acções que visam melhorar a atractividade turística do concelho, com a criação de roteiros e rotas, condições de visitação dos monumentos e igrejas, programação regular de eventos culturais e de animação, além da afirmação como capital da gastronomia, com a criação de uma academia de formação especializada e a realização de residências criativas.

Ricardo Gonçalves disse que várias destas vertentes têm vindo a ser trabalhadas, referindo em particular a preocupação em reabrir o museu de S. João de Alporão ou a Igreja de Santa Iria, património encerrado há alguns anos e a necessitar de intervenção profunda que tem de ser articulada com a Direcção-Geral do Património Cultural.

O autarca apontou igualmente a contratação recente de uma empresa que está a analisar toda a programação cultural do concelho e que irá trabalhar na sua divulgação, bem como a requalificação de vários espaços do centro histórico, devido a financiamento comunitários no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

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